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A maioria dos desafios da previsão do tempo e do clima já são conhecidos dos usuários que mais dependem dessa informação antecipada. No entanto, ainda há um certo deslumbre com os prognósticos catastróficos como consequência do polêmico “aquecimento Global”. Em seguida apresentaremos duas previsões que estiveram longe de se confirmar e não foram cientistas brasileiros que as divulgaram. Vale a reflexão de que em se tratando de previsão não há certezas. E essa não é uma questão de competência, equipamentos ou investimentos, trata-se do desconhecimento que ainda temos de todas as nuances da atmosfera que é muito complexa e que os cientistas por meio de supercomputadores, teorias físicas e equações matemáticas ainda não foram capazes de decifrar. É preciso deixar claro que já houve muitos avanços e que há excelentes ferramentas que nos possibilitam antecipar o tempo e o clima, mas sem dúvida ainda há muito a ser descoberto. E a pesquisa científica é fundamental para nos trazer esse conhecimento.

O intenso debate sobre aquecimento global e mudanças climáticas no final dos anos 90 e na última década fez com que surgissem milhares de previsões sobre o futuro, muitas delas absolutamente catastróficas e que ganharam manchetes no planeta todo. Ocorre que com o passar do tempo, estas previsões começam a ser colocadas à prova. Em 1997, por exemplo, cientistas norte-americanos afirmavam em matéria publicada pela inglesa BBC que o Ártico ficaria totalmente sem gelo no verão que se aproxima de 2013. Mais. Diziam que a projeção era por demais conservadora. Qual a probabilidade da previsão se concretizar nos próximos meses ? Remotíssima ! A tendência da cobertura de gelo no Polo Norte segue declinando, mas um cenário do Ártico derreter como um todo durante o verão segue uma possibilidade muito distante. No verão do ano passado, o Ártico teve uma anomalia de cobertura de gelo marítimo quase 3 milhões de quilômetros quadrados abaixo da média histórica 1979-2008.


Matéria na BBC em 1997 trazia previsão que o Ártico ficaria sem gelo no verão deste ano

 

Algumas projeções sobre neve também foram um verdadeiro desastre. Três anos mais tarde, no prestigiado jornal inglês The Independent, outra matéria causou um enorme alvoroço. A manchete da edição do jornal de 20 de março de 2000 dizia: “Neve agora é apenas uma coisa do passado”. À época, o Dr. David Viner, pesquisador da Universidade de East Anglia foi enfático a ponto de antecipar que em poucos anos as crianças inglesas só veriam neve pela internet ou tevê. “As crianças simplesmente não saberão o que é neve”, sentenciou. Nos últimos anos, porém, a Inglaterra teve uma série de invernos rigorosos com vários eventos de neve significativa que chegaram a paralisar parte do país. Em 4 de abril, agora de 2013, matéria no Daily Mail de Londres questionava: quando isso vai acabar ? O jornal se referia ao inverno que insistia em não ir embora com muita neve na capital inglesa e no restante do país mesmo em abril, em plena primavera.


Reportagem do jornal Independent dizia em 2000 que neve seria coisa do passado

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