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A possibilidade de quebra da safra da Argentina é cada vez maior e mais factível, conforme a análise da MetSul Meteorologia. As principais áreas produtoras do país enfrentam um quadro de seca e que tende a se agravar nas próximas semanas. A situação é mais grave na região núcleo com significativos déficits de precipitação em diversas áreas das províncias de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé e Entre Rios. Em algumas áreas, o solo muito seco impediu o plantio de soja.

A chuva dos último fim de semana trouxe algum alívio para pontos de Buenos Aires, Santa Fé e Entre Rios, mas os volumes altos foram localizados e na maioria das localidades os acumulados de precipitação não foram suficientes para mitigar o atual quadro de estiagem com volumes tão-somente entre 5 e 15 mm.


A perspectiva, de acordo com analistas do Bolsa de Cereais de Rosário e do mercado, é que os argentinos tenham a pior safra dos últimos anos. A cada nova projeção é reduzida a perspectiva de número de toneladas. No ultimo ano, conforme dados do USDA, os argentinos produziram 57,8 milhões de toneladas. Não será nenhuma surpresa se o número em 2018 for muito inferior, talvez abaixo de 50 de milhões, a despeito das projeções do mercado de 50 a 52 milhões de toneladas.


Isso porque, a cada dia, os dados meteorológicos de curto e médio prazo oferecem um panorama pior em termos de chuva para as áreas castigadas pela seca na Argentina. O mapa mostra a anomalia diária de precipitação em milímetros prevista até o dia 23 de fevereiro e se observa a tendência de chuva abaixo a muito abaixo da média nas próximas três a quatro semanas em grande parte das áreas produtoras da Argentina com os maiores déficits justamente onde se encontram as regiões mais castigadas pela estiagem.

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O período dos próximos 10 dias, em especial, deve ser muito seco com pouca ou nenhuma chuva na maioria das áreas afetadas por estiagem no Centro da Argentina. Além do tempo muito seco, a temperatura muito alta e acima da média histórica nas próximas semanas, ao longo de fevereiro, deve contribuir para uma perda mais acelerada do que resta de umidade no solo, portanto também contribuindo para o agravamento da seca. O cenário que já é ruim no campo da Argentina, vai piorar e muito nos próximos 15 dias.

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