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O vento soprou moderado com rajadas esporádicas no final da tarde e começo da noite da sexta-feira em Porto Alegre e outras cidades. A tendência é que se repita hoje. A Capital teve rajadas acima de 40 km/h em alguns pontos entre 20h e 21h de ontem. O vento veio com aumento de nebulosidade no fim da tarde com avanço de nuvens do mar em direção ao continente.

Por que o vento?

O vento teve duas razões principais para a sua ocorrência. Primeiramente, a temperatura. Uma massa de ar frio atua sobre o Atlântico na costa do Rio Grande do Sul ao passo que no Norte da Argentina há ar mais quente ingressando. Com efeito, há elevado gradiente (diferença) de temperatura entre a massa de ar sobre o oceano e aquela no interior do continente.


Soma-se o fato de que durante o dia a temperatura sobe muito mais rápido em terra do que sobre a água. O contraste térmico se acentua. Assim, o ar frio do mar que é mais denso avança em direção aos locais em que a temperatura está mais alta com o ar menos denso. Isso explica o vento do fim de tarde e do começo de noite.

Há também a questão da pressão atmosférica que, assim como a temperatura, também tem um gradiente. Um centro de alta pressão atua no Atlântico Sul associado a uma massa de ar frio. Sobre o interior do continente, no Norte da Argentina e no Paraguai, as pressões estão mais baixas.

Redemet/Decea

Nesse sentido, a diferença de pressão atmosférica entre o oceano (mais alta) e a parte interior do continente (mais baixa) também contribui para o vento.

E a previsão?

O mapa abaixo mostra a projeção do modelo WRF da MetSul para 15h deste sábado em que se observa a tendência de vento fraco em quase todo o Rio Grande do Sul.

Já o mapa com a projeção do modelo para 21h deste sábado indica vento moderado do quadrante Leste na maior parte do território gaúcho, principalmente na Metade Leste do Estado.


Enfim, tanto no fim da tarde e começo de noite deste sábado como amanhã, domingo de Páscoa, a previsão de intensificação do vento. Este tipo de situação é bastante comum nas estações de transição, a saber primavera e outono, quando há maior alternância de massas de ar quente e frio em nossas latitudes.

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