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Ativista protesta em manifestação do grupo Extinction Rebellion perto do Scottish Event Centre em Glasgow, na Escócia, local da Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP26). Grupos de ativistas caminharam até Glasgow para aumentar a conscientização sobre a crise climática e exigir um acordo justo na COP26 para limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC. | BEN STANSALL/AFP/METSUL METEOROLOGIA

A Organização das Nações Unidas (ONU) acaba de divulgar o Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2021 em que recomenda mais ações no mundo para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 °C ainda neste século. O trabalho enfatiza que são necessárias políticas e ações adicionais para reduzir quase pela metade as emissões anuais de gases de efeito estufa nos próximos oito anos.

O documento destaca que novas Contribuições Nacionalmente Determinadas, as chamadas NDCs em Inglês, junto a outros compromissos de mitigação, colocam o mundo no caminho certo para que a temperatura global suba 2,7°C até o final do século. Este seria o cenário mais provável, mesmo com o cumprimento de todos os novos ajustes incondicionais, destacou a publicação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).


Se implementadas novas metas neutras ao carbono poderia ser reduzido o aquecimento global em mais 0,5°C, de acordo com a ONU, mas os planos atuais “são atualmente ambíguos e não estão totalmente contemplados nas metas nacionais.”

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse em coletiva com a diretora do Pnuma, Inger Andersen, em Nova Iorque, que o mundo precisaria de sete vezes mais ambição para se manter no caminho de 1,5 °C. Afirmou ainda que o relatório também mostra que “os países desperdiçam grande oportunidade de investir recursos de maneiras sustentáveis, com uma redução e economia de custos para o planeta”.

De acordo com o documento, as atualizações das NDCs no âmbito do Acordo de Paris seguem a trajetória de promessas frágeis e ainda não cumpridas. Os novos anúncios para o fim desta década “apenas reduzem ligeiramente a lacuna, entre onde as emissões deveriam estar em 2030 para cumprir as metas do Acordo de Paris e onde as promessas de fato as levarão”.


Os novos compromissos, porém, retiram 7,5% das emissões de gases de efeito estufa previstas para 2030. O programa da ONU destaca ser preciso fazer reduções de 30% para que o mundo permaneça na direção de menor custo, dentro do cenário de 2°C, e 55% no caminho de 1,5°C.

O documento menciona ainda o Brasil, como país membro do G-20, que ao lado do México apresentou metas que levam a um aumento nas emissões de 0,3 giga toneladas de CO2. Planos nacionais novos atualizados dos membros das vinte principais economias do mundo apontam para 1,8 giga toneladas, anualmente, de CO2 até 2030.

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