Centro da Argentina e o Uruguai devem sofrer com sucessivos eventos de tormentas severas nos próximos dias com granizo e vendavais com danos pela influência da massa de ar superaquecida no Centro da América do Sul | MARIANA SUAREZ/AFP/METSUL METEOROLOGIA

Uma massa de ar excepcionalmente quente vai cobrir o Rio Grande do Sul nos próximos dias com calor potencialmente histórico e recorde em diversas cidades gaúchas e que deverá ceder apenas na segunda-feira com a chegada de uma frente fria e temporais, alguns severos e com danos.

A grande massa de ar quente, que afetará ainda grande parte do Centro-Sul do Brasil, o Paraguai, o Norte da Argentina e a Bolívia, acabará bloqueando sistemas de instabilidade nas latitudes médias da América do Sul, embora o calor excessivo deve gerar áreas de instabilidade isoladas dentro da área sob influência do ar muito quente.

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Como efeito do bloqueio, as províncias do Centro da Argentina e o Uruguai devem sofrer com frequência com episódios de chuva e tempestades, intercalados com momentos de sol e forte abafamento, até o fim de semana.

Serão sucessivas ondas de tempestades que vão afetar, assim, o Centro da Argentina com possibilidade de formação de frentes de rajadas e sistemas convectivos, capazes de gerar chuva localmente extrema e tempestades de forte a severa intensidade. O primeiro evento ocorre nas próximas horas.

A província de Buenos Aires, em particular, pode sofrer demais com temporais nos próximos dias, incluindo a região da capital argentina. Na noite de quinta e no começo da sexta, poderosas áreas de instabilidade com chuva intensa e tempestades severas com danos devem avançar da província de Buenos Aires para o Uruguai, devendo afetar tanto as duas capitais do Prata, Buenos Aires e Montevidéu.

O ar excepcionalmente quente deve servir de “combustível” para as intensas tempestades no Centro argentino e no Uruguai com vendavais localmente destrutivos, granizo de variado tamanho e pedras de gelo de grande dimensão em alguns pontos, e ainda possíveis tornados.

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Parte desta instabilidade deve afetar o Rio Grande do Sul, mas deve se concentrara mais em áreas que são próximas dos países vizinhos, como o Oeste e o Sul gaúcho. Por isso, volumes de chuva muito altos podem ser registrados em pontos do Oeste do estado agora nesta segunda metade da semana.

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