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A província argentina de Jujuy, no Norte do país e perto da Bolívia, situada em latitudes do Mato Grosso do Sul, teve neve hoje em pleno mês de janeiro, no auge do verão.

Os primeiros flocos de neve começaram a cair por volta das duas da madrugada desta sexta-feira (22), acompanhados por uma queda brusca de temperatura.

Na zona do vale, os morros amanheceram cobertos de branco devido à forte chuva de granizo nas primeiras horas da manhã, o que não tem relação com o que aconteceu nas áreas de montanha, onde nevou. 

Nevou nas localidades de Rinconada, El Aguilar e Tres Cruces e para as quais se recomendou viajar com precaução, embora os percursos sejam “transitáveis”. 

“Depois de cerca de três dias de chuva em nossa cidade, um manto branco nos surpreendeu em nossa cidade de Rinconada na madrugada desta sexta-feira, quando se registraram temperaturas muito baixas”, informou a rádio FM 97,9 de Rinconada ao publicarem cartões postais da cidade de Puno na página da emissora no Facebook.

Em Rinconada, distante cerca de 277 quilómetros a Noroeste da capital provincial, perto das 10 da manhã, e com uma temperatura a rondar os 4ºC, continuava a ser registada a queda de pequenos cristais de gelo.

Na região da Quebrada de Humahuaca, no município de Tres Cruces, 183 quilômetros ao Norte de San Salvador de Jujuy, também foi relatada uma queda de neve significativa.

“Desde as primeiras horas do dia 22 de janeiro em nossa cidade tivemos um lindo presente da natureza: a primeira nevada deste ano de 2021. Acordamos com uma linda camada branca cobrindo toda a nossa cidade”, disse a página Frecuencia El Aguilar da cidade localizada a cerca de 229 quilômetros da capital de Jujuy.


A Secretaria de Segurança Rodoviária recomendou viajar com cautela ao longo da rota provincial nº 14, da cidade de Tres Cruces à Mina El Aguilar, e ao longo das rotas nº 7 e nº 70 que conectam Rinconada pela presença de neve e gelo, informou a agência Telam. 

Nevar em Jujuy no verão não é comum, mas não é inédito. As altitudes muito elevadas da região de puna que é altiplânica, de até 4 mil metros, permitem o fenômeno, mesmo estando a região muito ao Norte argentino. 

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