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Neve chegou à Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul nesta noite. Imagens da NNTV, canal parceiro do município de Quaraí, mostram queda de neve fraca nesta noite na cidade de fronteira com Artigas, no Uruguai, situada no Oeste gaúcho.

A ocorrência de neve na região é extremamente rara. A última recordação de neve no Oeste do Rio Grande do Sul da MetSul é durante uma potente onda de frio em 2005 que chegou a trazer neve com trovoadas na área de São Joaquim, no Planalto Sul Catarinense.

A temperatura em Quaraí no momento da precipitação era de 5°C. Com o perfil muito seco em baixos níveis da atmosfera pela circulação ciclônica os flocos de neve que deixam as nuvens se conservam e a neve alcança a superfície mesmo com temperatura alta pra nevar (não perto de 0°C). 

A neve no Oeste do Rio Grande do Sul sinaliza uma dinâmica atmosférica totalmente distinta da observada ao longo desta segunda-feira em que a neve ocorreu entre os Campos de Cima da Serra e o Planalto de Palmas por conta da interação do ar gelado com uma frente fria. Agora, fenômenos invernais podem ocorrer por conta da circulação de umidade de um ciclone intenso situado a Leste do Uruguai e que começa a espalhar nuvens pelo Rio Grande do Sul.

Por isso, ao longo das próximas horas e no decorrer da terça não se pode descartar neve ou chuva congelada em locais em que os modelos numéricos sequer indicam chance de precipitação invernal, um cenário que a MetSul vem enfatizando deste o domingo, uma vez que as simulações computadorizadas não conseguem projetar com precisão estes eventos isolados de circulação.


Assim, não será surpresa se nas próximas horas e ao longo da terça surgirem mais relatos de chuva congelada ou neve em diferentes pontos da geografia gaúcha, inclusive de baixa altitude e ao nível do mar, uma vez que a circulação ciclônica estará interagindo com um perfil vertical extremamente frio da atmosfera e o pico de intensidade desta erupção polar que deve ocorrer entre a madrugada e a manhã desta terça-feira. Modelos numéricos chegam a projetar temperatura em 850 hPa, nível de pressão de 1.500 metros de altitude, de até 5ºC negativos, o que somente se verifica em erupções polares de grande potência.

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