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Muita chuva entre a Grande Porto Alegre, Serra e o Litoral Norte. Os volumes de precipitação em diferentes pontos destas regiões foram elevados desde que a instabilidade teve início nas primeiras horas da sexta-feira, mas a chuva se intensificou entre a noite de ontem e o começo deste sábado. Em Capão da Canoa, a forte chuva do final da sexta, trouxe muitos alagamentos e as ruas pareciam rios.

Os acumulados de chuva até o final da madrugada deste sábado chegavam a 94 mm em Rolante, 71 mm em Parobé e Taquara, 59 mm em Campo Bom, 55 mm em Morro Reuter, 54 mm em Igrejinha, 45 mm em Canela, 43 mm em São Francisco de Paula, 39 mm em Feliz, e 35 mm em Três Coroas. Em Porto Alegre, até 6h deste sábado havia chovido quase 40 mm em alguns bairros do Sul da cidade.

Os volumes de chuva devem aumentar ainda mais, uma vez que a tendência é seguir a chuva neste sábado ao longo do dia no Nordeste do Rio Grande do Sul com chuva por vezes moderada a até forte em pontos entre o Leste da Serra, os vales, a Grande Porto Alegre e o Litoral Norte. Amanhã, o tempo segue instável no Nordeste gaúcho com precipitações mais concentradas entre o Litoral Norte e as áreas mais ao Norte e Leste da Serra.

A chuva é consequência de abundante umidade associada a uma área de menor pressão atmosférica que traz muitas nuvens baixas e médias no Nordeste do Rio Grande do Sul. O ar frio que ingressou no estado e trouxe uma madrugada fria no Oeste e no Sul, ao encontrar a alta umidade no Nordeste do território gaúcho acaba por gerar condensação e chuva.


Os mais altos volumes de chuva terem se concentrado em bairros junto aos morros do Sul da cidade em Porto Alegre e em municípios próximos da Serra nos vales e no Litoral Norte sugere ainda que houve componente orográfico na chuva, ou seja, do relevo. O vento Sudeste a Sul que soprou ontem carregado de umidade ao encontrar as elevações fez com o que o ar muito úmido se elevasse na atmosfera, condensando-se e trazendo chuva orográfica.

A persistência da chuva hoje com os altos volumes já registrados nas nascentes pode trazer uma elevação do Rio do Sinos, entretanto não se espera uma cheia maior. Da mesma forma, a continuidade da chuva com o solo já saturado não permite se descartar o risco de quedas de barreiras em rodovias e de deslizamentos de terra nas áreas de relevo do Nordeste gaúcho.

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