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Em muitas regiões do Sul do Brasil ainda não se estabeleceu o padrão típico desta época do ano de uma maior frequência de dias de calor. O mapa de anomalia de temperatura mínima do mês de novembro de 2020 até agora indica que nestes primeiros doze dias do mês as manhãs têm sido mais frias que o normal em boa parte do Sul do Brasil, parte do Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo em pontos do Nordeste. 

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Os maiores desvios negativos de temperatura até agora foram registrados na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul com marcas ao redor de 3°C abaixo da média, assim como no Planalto Sul Catarinense e em parte do estado de São Paulo na região de Campinas.

No dia 5, a temperatura baixou de zero em Santa Catarina com registro de -3,1°C em Urupema. Houve registro de formação de geada na serra catarinense neste dia que foi o 77° dia de marca negativa no Estado e a ocorrência de geada de número 120 segundo levantamento da equipe da Climaterra.

No Rio Grande do Sul, neste mesmo dia, o frio também foi significativo e a temperatura chegou a 0,8°C em São José dos Ausentes, também com registro de geada. A geada tardia trouxe prejuízos ao setor agrícola gaúcho.

Geada e frio tardio, especialmente no Sul do país em anos sob a influência do Pacífico mais frio com La Nina, é surpreendente? Evidentemente que não. Nos mapas abaixo de anomalia de temperatura mínima de novembro de 2017, 2010 e 2007, anos que tiveram a influência do fenômeno climático, assim como ocorre agora em 2020, se vê que também houve anomalia negativa de temperatura, ou seja, manhãs mais frias que o normal. 

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É preciso ressaltar que cada evento de La Nina tem sua historia e conseqüências com certas particularidades que podem não se repetir, porém há um padrão conforme pode ser evidenciado na simples comparação. Assim, o restante de novembro e dezembro, e mesmo o verão, devem ter incursões de frio tardias. O risco de geada, porém, se limitará a áreas de maior altitude. (Com fotografia de capa de Mycchel Legnaghi)