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Março começou com o Oceano Pacífico ainda sob La Niña, o oitavo mês seguido em que o fenômeno atua impactando o clima global. 


Os mais recentes dados mostram que a La Niña segue oscilando muito em intensidade de uma semana para outra, o que é bastante normal, variando entre fraca e por vezes moderada. Tais flutuações são absolutamente comuns, especialmente em se tratando das anomalias de temperatura do Pacífico Leste. 

O último boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, apontou uma anomalia de temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central, a denominada região Niño 3,4, de -1,2ºC. O valor corresponde à moderada intensidade.


A chamada região Niño 1+2, no Pacífico Equatorial Leste, mais perto das costas do Peru e do Equador, teve anomalia de -1,1ºC, anomalia igualmente no terreno de intensidade moderada. Esta parte do oceano, em especial, tem uma forte influência no regime de chuva no Sul do Brasil e costuma apresentar oscilações de temperatura da superfície do mar mais bruscas. 

Com a grande quantidade de água fria que remanesce abaixo da superfície no Pacífico Equatorial Central, o fenômeno La Niña não termina tão cedo. É uma certeza que chegará ao outono e por alguns dados poderia alcançar o segundo semestre. 

Grande questão é quando vai chegar ao fim, uma resposta que a Meteorologia ainda não tem. Há vários episódios no passado de eventos Niña de até dois anos. 

Conforme a última probabilidade calculada e divulgada pela Universidade de Columbia com base em duas dezenas de modelos climáticos, para o trimestre de março a maio, há chance de 56% de Nina e 44% de neutro. Pro trimestre abril a junho, a probabilidade é de 38% de La Niña e 62% de neutralidade. 

Já para o trimestre de maio a julho, 32% de La Niña e 64% neutralidade. E para o trimestre de inverno de junho a agosto, as probabilidades calculadas foram de 33% de La Niña e 5% de neutralidade. 

Para setembro a dezembro, os percentuais de La Niña e neutro são muito semelhantes, logo um cenário de o ano terminar com o Pacífico mais frio que o normal hoje parece ser factível.

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