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Já era! O episódio de 2017/2018 do fenômeno La Niña acabou. A confirmação foi dada pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA). O anúncio já era esperado após quatro semanas seguidas de anomalias de temperatura da superfície do mar fora dos limites mínimos para caracterização de La Niña. Na última semana, a anomalia no Pacífico Central foi de -0,2ºC, logo dentro do patamar neutro de –0,4ºC a +0,4ºC. Desde o começo do ano, a MetSul destacava aqui que entre os meses de abril e maio, no outono, deveria se dar o fim do evento de La Niña.


 

E agora, o que vem pela frente?

 

A perspectiva é de neutralidade agora nos próximos meses.

 

A grande incógnita é como acaba o ano de 2018. Os modelos de clima que fazem projeções para o Pacífico Equatorial, em geral, apontam uma tendência de aquecimento das águas superficiais durante o segundo semestre  nas regiões Niño. Hoje, esses modelos apontam uma probabilidade de 50% de El Niño e de 40% de estado de neutralidade (ausência de El Niño e La Niña) no final de 2018 e no verão de 2019. A probabilidade de La Niña é de apenas 10%,

 

Nos registros históricos, desde 1950, conforme a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera, houve sete eventos Niña por dois anos seguidos no verão, como se viu agora em 2016/2017 e 2017/2018. Esses episódios foram seguidos por El Niño em 1972 e em 2009. Em 1956, 1985 e 2012 o verão seguinte aos dois anos com La Niña foi de neutralidade. Três verões seguidos com La Niña ocorreram entre 1973 e 1976 e entre 1998 e 2001, sendo improvável que haja uma sequência de três anos seguidos de La Niña no verão agora no período 2017-2019.

 


Como entre os meses de março e junho as previsões de longo prazo para o Pacífico Equatorial têm um menor índice de confiança (chamada na literatura técnica de barreira de previsibilidade do outono), entre os meses de julho e agosto o cenário para o final do ano estará melhor esboçado pelos modelos climáticos com uma melhor ideia de como deve terminar o ano. Dificilmente, contudo, o cenário será diferente de uma neutralidade quente ou El Niño (fraco mais provável) no Pacífico, a julgar pelos dados de hoje.

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