Um ciclone extratropical está em formação entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul com uma baixa pressão em superfície entrando em fase com uma baixa segregada em altitude que provocou muita chuva e neve no Norte do Chile.

Imagem de satélite do ciclone

METSUL

A imagem do satélite GOES-19 mostra a organização da nebulosidade em espiral associada à área de baixa pressão, que se encontra em processo de aprofundamento e já apresenta uma circulação ciclônica muito definida.

O sistema se forma a partir da interação entre uma baixa pressão em superfície e uma baixa segregada, ou baixa fria, em níveis médios e altos da atmosfera. O acoplamento dos sistemas favorece a ciclogênese, ou seja, o processo de formação e intensificação do ciclone.

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A baixa em altitude é a mesma estrutura atmosférica que esteve associada ao episódio de chuva extrema no Norte do Chile nos últimos dias. Ao avançar para Leste, o sistema encontrou condições para interagir com a circulação de superfície entre o Nordeste da Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

A formação do ciclone traz instabilidade com chuva no Rio Grande do Sul, mas não há previsão de volumes altos na maioria das cidades, exceto pontos localizados. O risco de tempo severo é baixo.

A tendência é que o sistema se desloque para o oceano ao longo do final desta quinta-feira e fique mais afastado do continente nesta sexta.

Com o avanço do ciclone, o vento passa a ser um dos principais efeitos no Rio Grande do Sul. Rajadas moderadas a fortes devem ocorrer principalmente no Sul e no Leste do estado, com valores em geral entre 50 km/h e 70 km/h, no final desta quinta e no começo da sexta.

Em alguns pontos, especialmente nas áreas costeiras, na Lagoa dos Patos e no extremo Sul da região de Porto Alegre, as rajadas podem alcançar entre 70 km/h e 90 km/h.

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O vento tende a ser ainda mais forte na borda do relevo dos Campos de Cima da Serra e do Planalto Sul Catarinense voltada para o litoral, onde podem ocorrer rajadas superiores a 100 km/h.

O ciclone também provoca mudança na temperatura. Um bolsão de ar frio associado à baixa segregada começa a ingressar pelo Oeste do Sul do Brasil e avança posteriormente para as demais áreas da região.

No Rio Grande do Sul, a queda da temperatura será mais perceptível durante a tarde e a noite desta quinta-feira, especialmente no Oeste. O ar frio alcança outras áreas do estado durante a madrugada e o começo da sexta-feira. Como a massa de ar não é de intensidade maior, o frio não será intenso. Uma nova incursão de ar frio, contudo, chega no fim de semana, impulsionada por outro ciclone no Sul do Atlântico.