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Gigante de tecnologia da internet Google anunciou uma série de iniciativas nesta semana para permitir ao público que reduza suas emissões de carbono e comunicou medidas para reduzir a disseminação de informações falsas sobre as mudanças climáticas na internet | JUSTIN SULLIVAN/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/METSUL METEOROLOGIA

A gigante Google anunciou uma série de iniciativas de sustentabilidade e objetivando limitar a difusão do negacionismo das mudanças climáticas na internet. A empresa comunicou que vai deixar de monetizar, ou seja, incluir anúncios do seu programa voltado a editores, em publicações que disseminem informações falsas sobre as mudanças climáticas em sites e na plataforma de vídeos Youtube.

“Nos últimos anos, ouvimos diretamente de um número crescente de nossos parceiros de publicidade e editores que expressaram preocupação sobre os anúncios que veiculam ou promovem alegações imprecisas sobre as mudanças climáticas. Os anunciantes simplesmente não querem que seus anúncios apareçam próximos a esse conteúdo. E os editores e criadores não querem promover essas reivindicações para que apareçam em suas páginas ou vídeos”, disse o Google em comunicado.


A empresa de tecnologia reafirma que há um consenso científico sobre a influência humana (antropogênica) nas mudanças do clima em curso no planeta e como os efeitos dos gases do efeito estufam estão impactando a atmosfera planetária. “É por isso que hoje estamos anunciando uma nova política que proibirá anúncios e monetização de conteúdo que contradiga um consenso científico bem estabelecido sobre a existência e as causas das mudanças climáticas. Isso inclui conteúdo que se refere às mudanças climáticas como uma farsa ou fraude, alegações que neguem que as tendências de longo prazo ou contradizem que as emissões de gases de efeito estufa ou a atividade humana contribuam para a mudança climática”, afirmou a empresa no comunicado. O Google enfatiza que continuará a permitir anúncios e monetização sobre outros tópicos relacionados ao clima, incluindo debates públicos sobre políticas climáticas, os impactos variáveis ​​das mudanças climáticas, novas pesquisas e outros temas.

A gigante de tecnologia esclarece que ao adotar tal política consultou fontes confiáveis ​​sobre o tema da ciência do clima, incluindo especialistas que contribuíram para o último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, o IPCC. “A nova política não só nos ajudará a fortalecer a integridade de nosso ecossistema de publicidade, mas também se alinha fortemente com o trabalho que temos feito como empresa nas últimas duas décadas para promover a sustentabilidade e enfrentar as mudanças climáticas de frente”, declarou.

O professor e um dos principais nomes da pesquisa climática Robert Rhodes, da Berkeley Earth, vê com cautela e otimismo o movimento da empresa do Vale do Silício. Segundo Rhodes, os negacionistas das mudanças climáticas têm adaptado o seu discurso e deixaram, na maioria, de negar que o planeta está aquecendo ante as evidências avassaladoras de elevação da temperatura planetária. “Como apenas a desinformação mais ultrajante provavelmente será bloqueada, o impacto da mudança do Google provavelmente será limitado, mas a mudança é um sinal de progresso”, declarou o professor de Berkeley.


A empresa anunciou ainda nesta semana uma série de ações em suas plataformas para reduzir o impacto de carbono e permitir aos usuários que contribuam para reduzir as emissões. O Google pretende ter um “bilhão de ações sustentáveis” até 2022, disse Kate Brandt, diretora de sustentabilidade da empresa e algumas etapas já começaram pelos Estados Unidos. Elas incluem mostrar a rota mais ecológica no Google Maps e adotá-la como padrão quando o tempo estimado de viagem for comparável a outras opções com maior consumo de combustível. O recurso foi desenvolvido em parceria com o Laboratório Nacional de Energia Renovável do Departamento de Energia do estado do Colorado. O recurso usa métricas como congestionamento de estradas e inclinação para calcular a rota que consumirá menos combustível.

O Google Flights também trará opções mais sustentáveis, exibindo as emissões de carbono de várias opções de voo ao usar a ferramenta de busca. Suas métricas são específicas do assento e do voo. Um assento de primeira classe ou da classe executiva, por exemplo, tem uma pegada de carbono maior. A pesquisa de voos rotulará os voos com um emblema verde que têm emissões muito mais baixas do que outros voos na mesma rota. Ainda na categoria viagens, a pesquisa de hotéis da empresa agora mostra se um hotel tem compromissos de sustentabilidade e se possui certificações ecológicas de organizações independentes. As empresas de hotéis Hilton e Accor já começaram a adotar estas práticas.

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