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Elevação da maré com inundações e reversão do fluxo do Rio Mississippi já tinha ocorrido em 2005 no furacão Katrina | Robyn Beck/AFP/MetSul Meteorologia/Arquivo

O poderoso furacão categoria 4 Ida chegou com tamanha força ao litoral do estado norte-americano da Louisiana que chegou a reverter o curso do Rio Mississippi em sua foz junto ao Golfo do México, indicaram dados de estações hidrológicas do USGS.

USGS

Um medidor do U.S. Geological Survey na localidade de Belle Chasse, ao Sul de Nova Orleans registrou o fluxo do Mississippi retrocedendo por volta do meio-dia de domingo por causa da quantidade de água que Ida acumulou pela elevação da maré (storm surge) e o vento intenso de mais de 200 km/h.


O porta-voz do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, Ricky Boyette, confirmou que os engenheiros detectaram um “fluxo negativo” no Rio Mississippi como resultado da tempestade. O medidor não mede a vazão de todo o rio, então é possível que as porções mais profundas do Mississipi não tenham invertido a direção do fluxo. O fato inusitado, além de breve, ocorreu apenas na região da foz e não ao longo de todo o rio que é muito extenso e um dos mais importantes da América do Norte.

Nos dias que antecederam a chegada de Ida, o rio que deságua no Golfo do México teve uma vazão de cerca de 91 mil metros cúbicos por segundo. No pico da reversão de fluxo, estava fluindo quase 12 mil metros cúbicos por segundo rio acima. A reversão ocorreu por algumas poucas horas. Embora raro, a mudança de curso do rio não é sem precedentes, ocorrendo durante o furacão Katrina em 2005 e o furacão Isaac em 2012.

Este fenômeno do vento influenciar cursos d’água é bastante conhecido, Na área de Porto Alegre, por exemplo, apesar de não haver uma grande reversão do fluxo das águas, quando há vento Sul muito forte há um represamento das águas do Guaíba que escoam para a Lagoa dos Patos. Este tipo de situação é a que mais preocupa quando há uma enchente porque o Guaíba tende a subir muito com a presença do vento Sul. E o oposto já ocorreu com recuo das águas do Guaíba.

O mesmo efeito de represamento ocorre em Pelotas e Rio Grande com inundações quando o nível da lagoa está muito alto após um ou mais eventos de chuva volumosa no Rio Grande do Sul com cheias de rios.


O furacão monstro Ida tocou terra (landfall) às 13h55 (hora de Brasília) como uma tempestade categoria 4 com vento máximo sustentado de 241 km/h e uma pressão mínima central de 930 hPa em Porto Fourchon, estado norte-americano da Louisiana.

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