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Sempre que o frio chega é um problema para o setor energético na vizinha Argentina. O país tem forte dependência de gás natural, usado em calefação. Nos últimos dias, com a queda da temperatura, voltaram a ser impostas restrições ao consumo de gás a indústrias de médio e grande porte. O governo em Buenos Aires ordenou corte aproximado de 9 milhões de metros cúbicos ao setor produtivo para garantir o consumo doméstico. Em 2007, quando a Argentina enfrentou rigorosíssimo inverno, a crise energética do país atingiu níveis alarmantes.Aqui no Estado, o frio é problema menor para a energia que o calor. Com frequência, nos dias tórridos do verão, são batidos recordes de consumo de energia, inclusive com cortes. Interrupções pelo frio, como vistas em Porto Alegre em julho de 2011, são raras. A coluna pediu à CEEE os dados de demanda instantânea na última semana às 20h para comparar com a temperatura em Porto Alegre na mesma hora no Jardim Botânico. Nos dias de início de noite mais frios, quinta e sexta, apesar de um aumento, não houve grandes alterações na demanda na comparação ao começo da semana que foi de marcas amenas. A nossa matriz energética diferente e incipiente cultura de calefação impedem a repetição do que ocorre na Argentina.  

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