Frente quente se formou no final do sábado na Metade Oeste do Rio Grande do Sul e foi responsável por trazer tempestades isoladas com alta incidência de granizo e que, em alguns pontos, tiveram diâmetro grande com danos.

Foto do granizo causado pela frente quente

Granizo causou destruiçãao em Santiago | REDES SOCIAIS

O avanço de ar muito quente sobre o Paraguai e o Nordeste da Argentina acabou por formar e organizar a frente quente, que segue atuando neste domingo com instabilidade mais concentrada no Centro, Sul e o Leste do estado.

A maior elevação da temperatura no Oeste e no Noroeste do estado, na retaguarda da frente quente, pode gerar novos temporais isolados de vento e granizo na tarde e noite deste domingo.

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O município mais atingido pela frente quente até agora foi Santiago, onde o temporal de granizo grande na noite do sábado causou danos generalizados em diferentes pontos da área urbana. A tempestade começou por volta das 20h40 e foi marcada pela queda de pedras de gelo de grande tamanho, algumas semelhantes a ovos e, segundo relatos de moradores, em alguns casos até maiores.

Segundo a prefeitura, o episódio deste sábado pode ter sido mais severo do que o temporal de granizo registrado em 2015, que também provocou danos expressivos no município.

A quantidade de granizo foi excepcional no município. Em alguns pontos da cidade, as pedras se acumularam sobre ruas, calçadas e gramados, formando uma camada de gelo com mais de 30 centímetros de espessura. Imagens registradas por moradores mostram vias completamente cobertas de branco, além de grande quantidade de destroços de telhados espalhados pelo chão.

Os danos mais expressivos ocorreram em residências. Telhas foram quebradas e, em alguns casos, o granizo chegou a destruir também o forro das casas. Com as calhas obstruídas pelo gelo, a água da chuva passou a entrar em várias residências, provocando alagamentos.

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A dimensão dos estragos levou dezenas de moradores a procurar a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros em busca de lonas e auxílio para proteger as casas danificadas. Uma fila de mais de uma quadra chegou a se formar em frente ao quartel dos bombeiros.

O temporal também provocou problemas no fornecimento de energia elétrica. Segundo informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cerca de 7 mil consumidores ficaram sem luz em Santiago. Em alguns pontos, moradores relataram oscilações no fornecimento.

A interrupção da energia também afetou o abastecimento de água. De acordo com a Corsan, aproximadamente 22 mil imóveis foram impactados pela paralisação do sistema de distribuição. A companhia mobilizou geradores para tentar manter o abastecimento enquanto aguarda o restabelecimento da energia pela RGE. A Corsan informou que suas equipes aguardavam condições para acessar as estruturas e verificar possíveis danos provocados diretamente pelo temporal.