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A quase totalidade dos modelos climáticos de médio e longo prazo indica que esse mês de janeiro será de chuva acima a muito acima da média em grande parte do Sul do Brasil. Ao analisar os dados, a MetSul Meteorologia observa que os maiores volumes tendem a ser registrados principalmente no Rio Grande do Sul. Mais ao Norte, do Centro-Norte do Paraná em direção a São Paulo e Mato Grosso do Sul, o sinal se inverte.


Comportamento atípico da atmosfera é esperado agora em janeiro. Normalmente, nesse mês, o canal principal de umidade da América do Sul atua sobre o Centro-Oeste e o Sudeste do Brasil. Os dados, entretanto, indicam que recuará para o Sul em direção ao Centro da Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul. O resultado será precipitações muito volumosas e excessivas nestas regiões com acumulados muito acima da média histórica para janeiro. Já no Sudeste do Brasil, que tem em janeiro o mês do ano com as maiores médias de precipitação do ano em muitas cidades, haverá uma diminuição da chuva. 

Com o canal principal de umidade ao Sul em pleno período quente do ano, as consequências no Rio Grande do Sul e outras áreas da região acima citadas podem ser problemáticas. Se elevado aporte de umidade é capaz de trazer muita chuva com frio, com o ar muito quente (e instável) de janeiro ainda mais. 

O que pode ocorrer? 


Um, a frequência de temporais de chuva, vento e granizo deve ser alta. Dois, episódios de chuva muito intensa a extrema com acumulados locais ou regionais altíssimos em curto período tornam-se mais prováveis com alagamentos e inundações. Três, em pleno janeiro algumas bacias podem enfrentar cheias, o que é comum em meses de inverno ou primavera e não no verão. (Com foto de capa de Juliano de Miranda)

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