San Francisco em 2020 com onda de incêndios florestais favorecida por calor recorde | KGO-TV

Se tudo continuar como está, até o ano de 2100 os verões podem durar até seis meses e os invernos menos de dois meses no Hemisfério Norte. O vilão é o aquecimento global.

Pesquisadores, analisando dados históricos de temperatura diária de 1952 a 2011, no Hemisfério Norte, descobriram que o verão prolongou-se, em média, de 78 para 95 dias. Enquanto isso, o inverno encolheu de 76 para 73 dias.

As estações de transição também diminuíram, conforme o estudo. Com a primavera encurtando de 124 para 115 dias e o outono de 87 para 82 dias.

As temperaturas médias mudaram de acordo durante este período, sendo que tanto o verão quanto o inverno tornaram-se mais quentes.

Um planeta muito diferente

O estudo mostra que a tendência, se nenhum esforço for feito para mitigar o aquecimento global, é para alterações drásticas na duração das estações do ano. 

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Os invernos podem durar menos de dois meses, os verões em torno de seis meses, além de ter épocas de transição, primavera e outono, igualmente mais curtas.

A mudança impactaria o mundo todo, perturbando a agricultura e o comportamento animal, aumentando a frequência de ondas de calor, tempestades e incêndios florestais e, por fim, apresentando maiores riscos para a humanidade.

Além disso, mosquitos tropicais portadores de vírus podem migrar para o Norte e Sul, e provocar surtos explosivos durante os verões mais longos e mais quentes.

Portanto, o mundo corre o risco de ver um clima e natureza muito diferentes de hoje. De quando  os pássaros migram até quando as safras crescem, tocando virtualmente todos os aspectos da biosfera da Terra.

A prevenção das mudanças mais chocantes nas estações do nosso planeta no futuro começa com a redução drástica das emissões de carbono agora, enquanto há tempo, advertem os pesquisadores. 

O que é aquecimento global?

O aquecimento global é o aquecimento de longo prazo do sistema climático da Terra observado desde o período pré-industrial (entre 1850 e 1900). 

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Ocorre devido às atividades humanas, principalmente a queima de combustível fóssil. Isso aumenta os níveis de gases de efeito estufa que retêm o calor na atmosfera da Terra.

O termo é frequentemente usado de forma intercambiável com o termo mudança climática, embora o último se refira ao aquecimento produzido tanto pelo homem como naturalmente e pelos efeitos que têm em nosso planeta. 

É mais comumente medido como o aumento médio na temperatura global da superfície da Terra. Desde o período pré-industrial, estima-se que as atividades humanas aumentaram a temperatura média global da Terra em cerca de 1°C. Esse número está aumentando em 0,2°C por década.

Mais de 95%  da tendência atual de aquecimento é resultado da atividade humana desde 1950 e está ocorrendo a uma taxa sem precedentes ao longo de décadas a milênios.