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Ondas de tornados fora de época nos Estados Unidos em dezembro foram as mais fatais desde 2011 com quase uma centena de mortos | SCOTT OLSON/AFP/METSUL METEOROLOGIA

Quase 700 pessoas morreram em uma série de desastres naturais nos Estados Unidos em 2021, o maior número registrado desde 2011, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira pela agência meteorológica federal norte-americana. O ano “foi marcado por extremos nos Estados Unidos, incluindo calor excepcional, clima severo devastador e o segundo maior número de desastres meteorológicos e climáticos, custando bilhões de dólares”, observou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

O número de mortos por desastres relacionados ao clima nos 48 estados continentais mais o Distrito de Columbia subiu para 688, mais que o dobro dos 262 registrados em 2020, indicou a agência. A atividade humana causou mudanças climáticas com risco de morte e resultou em eventos ambientais mais graves em todo o mundo, de acordo com vários especialistas no assunto. A NOAA também informou que 2021 foi classificado como o quarto ano mais quente em um período recorde de 127 anos nos Estados Unidos.


Vinte eventos meteorológicos distintos custaram ao país um bilhão de dólares ou mais. Este é o segundo maior número de desastres com esse custo registrado em um ano após 2020, que teve 22, informou a entidade. Os desastres incluíram quatro furacões, tornados, inundações, onda de frio polar, incêndios florestais, secas e ondas de calor extremas no Oeste.

Rachel Cleetus, diretora de política e economista-chefe do Programa de Clima e Energia da União de Cientistas, chamou as estatísticas de “preocupantes”. “O impacto e o trauma devastadores impostos pelos desastres meteorológicos e climáticos extremos atingiram, e continuam atingindo, algumas pessoas mais do que outras, incluindo comunidades negras, de baixa renda e que sofreram vários desastres”, disse.


Por exemplo, uma forte onda de frio deixou milhões de americanos sem energia em fevereiro, quando um sistema de tempestades de inverno varreu grandes áreas dos Estados Unidos, chegando até mesmo ao Sul do México. Baixas temperaturas recordes atingiram lugares mal preparados para tais condições, sobrecarregando os serviços públicos locais. Mais de 20 mortes relacionadas à tempestade foram registradas, mas algumas estatísticas colocam em centenas.

Enquanto isso, o furacão Ida atingiu a Costa do Golfo como um ciclone de categoria 4 no final de agosto, gerando extensas inundações e deixando grandes áreas dessa região sem energia. O golpe final da tempestade matou pelo menos 47 pessoas no Nordeste dos Estados Unidos, transformando ruas em rios, inundando porões e fechando o metrô de Nova York.

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