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Quase que diariamente vemos alertas na televisão de agitação marítima nos quadros de previsão do tempo dos telejornais, mas na maioria dos casos o quadro não é perigoso a se justificar um alerta em rede nacional. Desta vez não. O cenário que se antecipa entre esta terça e a quinta-feira em grande parte da costa brasileira é de alto risco. Enorme ciclone, apesar de já não ser tão intenso (pressão central estimada hoje no começo do dia em 987 hPa) avança para Norte/Nordeste pela costa da Argentina. Este sistema estará na altura do litoral brasileiro entre amanhã e quarta-feira, mas a uma grande distância do continente. Veja a análise do modelo do começo desta segunda e o posicionamento projetado para o ciclone amanhã às 12h.



Este ciclone extratropical no Atlântico Sul segue advectando ar mais frio em direção ao Sul do Brasil, o que explica o vento moderado que se sente hoje aqui no Rio Grande do Sul com rajadas mais fortes no Litoral Sul gaúcho. As rajadas atingiam 50 km/h ao meio-dia nos departamentos uruguaios de Rocha e Maldonado, e no Chuí, no Extremo Sul do Estado. Sobre o mar, o enorme ciclone (bela imagem de satélite da manhã de hoje) gera vento muito forte sobre uma extensa área no Atlântico Sul e acaba induzindo um importante swell que vai se deslocar ao largo da costa brasileira entre esta terça-feira e a quinta-feira.


Primeiramente, como era de se esperar pela posição geográfica, a costa do Rio Grande do Sul será atingida entre amanhã e quarta-feira, mas entre quarta e quinta-feira o mar vai se tornar muito agitado também no litoral do Sudeste do Brasil. A agitação, conforme a projeção abaixo do modelo da Marinha com dados do WaveWatch, deve ser significativa em pontos da costa brasileira e as ondas em alto mar podem bater 23 pés (7 metros), o que é potencialmente perigoso para a navegação.


Por isso, a MetSul alerta para o risco de ressaca no Litoral Sul do Brasil entre amanhã e quarta-feira, quando a altura das ondas deve aumentar bastante, podendo ficar entre 3 e 4 metros juntos aos litorais Norte gaúcho e à costa catarinense. A ressaca pode ser forte em algumas praias. A navegação, especialmente por pequenas embarcações pesqueiras, é altamente desaconselhável. Veja na projeção do modelo da Marinha como será significativa a agitação marítima na costa do Brasil.



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Não se pode descartar até a possibilidade de danos em algumas praias, especialmente do Sudeste do Brasil, onde há um maior número de pontos vulneráveis. Na costa do Sul, a agitação do mar e o risco de ressaca é maior entre esta terça e a quarta-feira. Já no litoral da Região Sudeste, a agitação do mar deve aumentar muito entre quarta e quinta-feira com ondas muito altas em praias de São Paulo e do Rio de Janeiro.  

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