As cheias dos rios Taquari e Caí já atingiram os seus picos nos vales depois da forte alta dos níveis observada durante a segunda-feira (21) depois dos volumes excessivos de chuva na Serra e nos Campos de Cima da Serra, que atingiram até 200 mm.

ALINA SOUZA/CORREIO DO POVO

O primeiro rio a atingir a cota de inundação foi também o primeiro a alcançar o pico de cheia. Trata-se do Rio Caí, que é de resposta muito rápida à precipitação que ocorre na parte alta da bacia.

O Rio Caí atingiu a cota de 14,3 metros entre o meio e o final da madrugada desta terça (22) em São Sebastião do Caí, valor mais de 4 metros acima da cota de inundação. Após, começou lenta trajetória de baixa.

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Já o Rio Taquari superou a cota de inundação de 19 metros em Lajeado no começo da noite da segunda-feira e atingiu o seu pico de cheia na cidade do vale no meio da tarde de hoje com 24,3 metros, estabilizando. A tendência agora é de baixar gradualmente.

As ondas de vazão dos rios Caí e Taquari ruma agora para a região de Porto Alegre, devendo chegar entre esta quarta (23) a sexta-feira (25), provocando uma cheia do Guaíba na segunda metade desta semana.

No meio da tarde desta terça, o nível do Guaíba na régua do Cais Central da Mauá estava em 1,90 metro e estabilizou depois de subir rapidamente na madrugada com o vento Sul que acompanhou o ingresso de uma massa de ar frio.

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Agora, a tendência é de retomar a curva de alta quando chegar a vazão do Taquari e do Caí, subindo entre esta quarta e a sexta-feira, mas se enfatiza que não há previsão de uma grande cheia.

Os picos das cheias do Taquari e do Caí foram semelhantes aos observados no final de julho, assim o cenário que se projeta é parecido com o que ocorreu no Guaíba no começo de agosto, quando o máximo ficou pouco acima de 2,50 metros. Desta forma, a banda média de pico que a MetSul projeta para o Guaíba está entre 2,35 metros e 2,55 metros com margem para pequenas diferenças.

Sob este cenário, haverá alagamentos nas ilhas de Porto Alegre, onde o Guaíba começa a atingir algumas ruas ao alcançar cotas de 2,00 a 2,10 metros. Não há risco para a parte não insular da cidade, uma vez que não se trata de cheia de grande porte.