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Os Estados Unidos enfrentam uma sexta-feira de “tempo selvagem” nas palavras dos meteorologistas do Serviço Nacional de Meteorologia.

Uma linha de tempestades violenta avança pelo Centro do país com vendavais destrutivos generalizados com rajadas acima de 100 km/h e ainda há avisos de tornados, tempestade de poeira, recordes de calor e incêndios gerados por tempo seco e quente em áreas em que deveria estar nevando.

Um intenso ciclone no meio da América do Norte com o rápido aprofundamento de uma área de baixa pressão provocou o ingresso de ar muito quente a partir do Golfo do México nas Planícies Centrais dos Estados Unidos e que chega até o Canadá.

O ar quente não apenas derrubando recordes de máximas para dezembro como por larga margem em diversos estados como Nebraska, Iowa e Illinois.

A temperatura nesta quarta-feira no estado norte-americano de Iowa estava 20ºC acima do que é normal para esta época do ano, um desvio positivo da média que é bizarro de tão enorme.

A temperatura atingiu máximas recordes e sem precedentes para dezembro em Iowa que chegaram a 25ºC. A temperatura em Des Moine, Iowa, desde o começo das medições nunca tinha atingido 70ºF (21,1ºC) em dezembro, mas hoje bateu em 23ºC.

O vento é o grande risco nesta caótica situação meteorológica de hoje nos Estados Unidos. Uma linha de tempestades associada ao ciclone varre partes centrais do país a uma velocidade absurda.

As tempestades, não o vento em superfície, estão se deslocando a 160 km/h, o que meteorologistas dizem jamais ter visto antes. É como se a corrente de jato (vento) em altos níveis da atmosfera estivesse junto à superfície com a força de uma corrente de jato em baixos níveis cujo vento supera 150 km/h.

Uma rajada de vento de 107 milhas por hora ou 172 km/h foi observada no estado do Colorado, nas Montanhas Rochosas. Poeira tomou conta da paisagem do Colorado com baixa visibilidade e alertas de risco de incêndio. Caminhões eram virados pelo vento em rodovias do estado como se fossem de brinquedo.

A ventania associada ao ciclone no meio da América do Norte gerou uma enorme tempestade de poeira no Centro do país. O céu ficou laranja e a visibilidade restrita com altos índices de má qualidade do ar.

Um dos estados mais atingidos foi o do Kansas. As cenas foram comparadas aos dos eventos do Super Bowl da década de 30, quando a degradação do solo e anos de seca levaram a gigantescas tempestades de poeira na região.

O mesmo ciclone que traz calor recorde, vendavais destrutivos, tempestade de poeira, tempestades severas e risco de tornados provoca neve no seu flanco Oeste em estados mais ao Norte do país.

O meteorologista norte-americano Jesse Ferrel descreve o cenário meteorológico como “insanidade pura” e de “caos”. Já o meteorologista Ken Kkark afirma que em 47 anos de profissão que “inequivocamente jamais viu o que está acontecendo agora”.

As imagens de satélite do Centro dos Estados Unidos são impressionantes com o ciclone se aprofundando no meio do país e gerando uma linha de tempestades violenta e muito estreita que se desloca em incrível velocidade separando uma massa de ar muito quente e outra muit fria.

Observa-se ainda uma grande quantidade de poeira em uma área imensa sendo sugada pelo ciclone.

Santiago Gassó/Zoom Earth

Não bastasse tudo isso, há ainda o risco de tornados cinco dias depois da onde devastadora de tornados que atingiu o Centro e o Meio-Oeste norte-americano.

O Centro de Previsão de Tempestades da NOAA emitiu um alerta com nível de gravidade sem precedentes para áreas mais ao Norte dos Estados Unidos.

O risco moderado de tempo severo, que na prática significa um alto risco de tempestades severas e tornados, chega a incluir o estado do Minnesota, onde nesta época do ano costuma estar muito frio com mínimas tão baixas quanto 20ºC a 30ºC abaixo de zero em alguns dias com muita neve. Jamais havia sido emitido tal nível de alerta de tempo severo para o estado de Minnesota.

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