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Charles Darwin, formulador da teoria da evolução das espécies, durante suas viagens à América do Sul na primeira metade do século XIX relatou em seu diário pessoal seca violentíssima de vários anos seguidos na Argentina. Ao retornar à região do Prata, anos depois, o cientista descreveu em seu diário as grandes inundações provocadas por chuva em volumes extremos.

O que Darwin viu e narrou quase dois séculos atrás a respeito do clima da nossa região é algo que segue se repetindo ao longo do tempo. Um extremo em um ano ou sequência de anos costuma ser seguido por outro extremo, de sinal contrário, no ano ou anos seguintes. Quantas vezes vimos um mês ser extremamente quente em um ano e no ano seguinte ser extremamente frio. Parte do ritmo natural da variabilidade climática.


Um ótimo exemplo atual é o que ocorre na Argentina. Os mapas acima são de índice de estado da vegetação da primeira semana de janeiro de 2018 (esquerda) e 2019 (direita). Há um ano, o Centro da Argentina experimentava uma severa a excepcional seca e que em algumas localidades foi descrita como a pior em meio século. Agora, ao contrário, a região enfrenta inundações com enormes áreas de lavouras debaixo d’água em diversas províncias.


Muito dessa variabilidade guarda relação com as mudanças no Oceano Pacífico Equatorial em que se alternam períodos de meses e anos com El Niño, neutralidade e La Niña, influenciando o regime de chuva e a temperatura aqui em outras partes do mundo.

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