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Chuva cai desde o começo da madrugada em Porto Alegre e com fraca intensidade que resulta em baixos volumes na cidade | MARIA ANA KRACK/PMPA/METSUL METEOROLOGIA

A chuva que atinge desde ontem diversas regiões do Rio Grande do Sul, tal como era previsto, é mal distribuída, com grande variabilidade de volumes e com acumulados baixos na maioria dos locais em que se registrou precipitação. Há cidades do Estado em que sequer choveu de ontem para hoje.

Conforme dados do Centro Nacional de Previsão do Desastres (Cemaden), os volumes em 24 horas até o final da manhã desta segunda-feira foram de 30 mm em Teutônia, 27 mm em Lagoa Bonita do Sul e Redentora, 22 mm em Passo Fundo, 20 mm em Água Santa, 18 mm em Itati, Fontoura Xavier, Ivorá e Horizontina, 17 mm em Venâncio Aires, Erechim, Lajeado e São Jerônimo, 15 mm em Estrela, 13 mm em Lajeado e São Francisco de Paula, 12 mm em Iraí e 11 mm em Riozinho e Parobé.


Já estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicaram em 24h até o final da manhã desta segunda acumulados de 24 mm em Frederico Westphalen e São Luiz Gonzaga, 21 mm em Passo Fundo e Santo Augusto, 16 mm em Teutônia, 14 mm em Serafina Correa, 13 mm em Palmeira das Missões, 12 mm em Soledade, 11 mm em Cambará do Sul e Livramento, e 10 mm em Lagoa Vermelha. Todas as demais estações anotaram menos de 10 mm.

Em Porto Alegre, o Inmet observou 6 mm em sua estação no Jardim Botânico. Os pluviômetros do Cemaden, por sua vez, apontaram que os maiores volumes de chuva na capital gaúcha se deram mais ao Sul da cidade, por onde passou a área de instabilidade mais forte na virada do dia. Os acumulados foram de 16 mm na Hípica, 10 mm na Restinga e 9 mm na Serraria. Já no Centro foram apenas 4,5 mm.


Mas a chuva na semana não vai se limitar ao dia de hoje e mais instabilidade é prevista para os próximos dias no Rio Grande do Sul. O mapa acima mostra a projeção de chuva para sete dias do modelo meteorológico alemão Icon, que está disponível ao assinante na seção de mapas com quatro atualizações diárias.

Observa-se a tendência de chuva irregular no Rio Grande do Sul e nos demais estados da Região Sul com acumulados que não devem superar 20 mm ou 30 mm em muitas áreas no período e volumes em algumas regiões que podem ficar entre 50 mm e 75 mm.

A região mais beneficiada no território gaúcho deve ser a Metade Norte, de acordo com a projeção do modelo. É para onde a simulação aponta acumulados que podem ficar entre 30 mm e 75 mm em muitas cidaes de hoje ao começo da semana que vem com marcas isoladamente superiores.

Amanhã, a previsão é que ocorra chuva irregular e mal distribuída ainda em várias regiões, especialmente na Metade Norte. Na quarta, o tempo seco predomina na maior parte do Rio Grande do Sul, exceção de pontos mais ao Norte do estado e próximos de Santa Catarina. Na quinta e na sexta, a instabilidade volta a aumentar no território gaúcho com chuva na maioria das regiões. No sábado, por sua vez, o tempo firme tende a predominar em na maioria dos municípios gaúchos.

A chuva de hoje e a prevista para os próximos dias, portanto, é insuficiente para reverter o quadro agudo de estiagem e, no máximo, pode trazer até algum alívio momentâneo em poucos pontos. A necessidade de chuva mais volumosa neste fim de fevereiro é enorme no momento em que a safra de verão atinge seu ápice com o período de maior demanda hídrica da soja, e ainda com o estresse hídrico que traz racionamento de água em algumas cidades e baixa substancialmente os níveis de mananciais como lagoas, açudes e rios.

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