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Uma das formas de a chuva impactar no seu bolso é no custo da energia elétrica. E, se não bastassem os tempos difíceis que já vivemos, nem o tempo ajuda com o nosso orçamento doméstico. 

Com efeito, a bandeira tarifária da conta de luz em abril seguirá amarela. Na prática, isso representa um custo de R$ 1,343 para cada 100kWh consumidos. A informação é da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Então, para entender, o clima está agora em uma época de transição entre a estação chuvosa e o período seco do ano que tem seu auge no inverno nos reservatórios do Centro do país.

Portanto, a climatologia histórica indica que as precipitações não devem alterar muito a tendência de queda da energia natural afluente (ENA). 

Os principais reservatórios de hidrelétricas do sistema interligado (SIN) hoje apresentam níveis reduzidos para a época do ano. O cenário traz preocupações quanto aos próximos meses.

Com a aproximação do inverno, a tendência é a chuva diminuir cada vez mais no Centro-Oeste e no Sudeste do Brasil. 

Menos chuva, energia mais cara

Por que a luz fica mais cara? A situação ocorre porque o volume de chuva foi muito abaixo do padrão histórico entre setembro de 2020 e janeiro deste ano.

O quadro torna a produção das hidrelétricas desfavorável e pressiona os custos relacionados ao risco hidrológico. As usinas térmicas, de custo de geração mais alto, passam a trabalhar mais. 

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), baixa produção hidrelétrica e preço da energia no mercado de curto prazo levaram ao patamar amarelo para o acionamento das bandeiras. O sistema foi criado justamente para sinalizar o custo real da energia gerada.

Chuva do verão não ajudou muito com a energia

A grande esperança do setor elétrico era o verão, mas o tempo não ajudou. As precipitações não foram abundantes quando mais a chuva era necessária.

Os volumes de chuva abaixo da média dos últimos meses têm um impacto direto no nível dos reservatórios do Centro do país. É o caso, por exemplo, de Furnas, em Minas Gerais.

Em 31 de janeiro, o nível médio dos reservatórios que compõem o sub-sistema Centro-Oeste e Sudeste era de apenas 23,24%. Desde o ano de 2015 não se tinha um valor tão baixo. Em 2015, no mesmo período, o índice era de apenas 17%. O percentual foi o menor em 85 anos.

O nível baixo dos reservatórios reflete a escassez de chuva nas ultimas semanas. É justamente o período em que deveria estar ocorrendo chuva em grande quantidade como indica a climatologia. Além disso, a escassez de água se dá após um inverno muito seco. 

Ocorre que o canal principal de umidade da Amazônia atuou Mais no Sul sem contribuir com a chuva entre o Centro-Oeste e o Sudeste do Brasil. 

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia, o trimestre de outubro a dezembro de 2020 teve déficit de chuva em algumas áreas ao redor de 300 mm. 

O trimestre de dezembro a fevereiro, do chamado verão climático, igualmente não trouxe a chuva necessária. O resultado foi que muitas áreas ficaram com precipitação abaixo do normal histórico.

Assim, nos últimos meses o déficit de chuva ficou ao redor ou acima de 500 mm após um inverno de 2020 que foi muito seco. O que já estava ruim pouco se alterou.

Tendência negativa

Por fim, a tendência do clima para os próximos meses não é boa em termos de chuva. O outono deveria ter muita água para recuperar os reservatórios. Com efeito, os dados não mostram esta tendência e, siri disso, a estação não costuma ser chuvosa no Centro do Brasil.

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O Sul do Brasil tem um aumento da chuva com a aproximação dos meses do inverno. Os dados, entretanto, não indicam cenário favorável para chuva volumosa no Paraná. É o que teria impacto impositivo em Itaipu Binacional. 

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