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Começo do denominado inverno meteorológico, na primeira quinzena de junho, terá muitos dias de sol e nuvens com temperatura acima da média desta época do ano | FERNANDO OLIVEIRA

A MetSul Meteorologia reforça que o inverno meteorológico que se inicia nesta quinta-feira, 1º de junho, vai ter temperatura acima da média em seu começo. Dados de modelos de clima apontam que as primeiras duas semanas do mês de junho deverão ser com temperatura predominantemente acima da média, como já antecipou a projeção mensal da MetSul.


O mapa acima mostra a projeção de anomalia (desvio da média histórica) de temperatura no Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de junho a partir de dados do modelo de clima da NOAA dos Estados Unidos.

Conforme o modelo CFS, os primeiro quinze dias de junho devem ter temperaturas acima dos padrões da estação no Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul do Brasil com as maiores anomalias no Planalto Central e em parte do Rio Grande do Sul.


Isso porque não se espera o ingresso nos primeiros dias do mês de uma forte massa de ar frio de origem polar que pudesse trazer temperaturas baixas e inferiores às médias climatológicas de junho, que na estatística é um dos dois meses mais frios do ano juntamente com julho.

As noites, que são bem mais longas nesta época, até são frias em madrugadas com céu claro e poucas nuvens, mas com exceção de locais de maior altitude as mínimas não devem ser muito baixas.

Já a previsão para as tardes indica marcas agradáveis ou até quentes em muitas cidades nos primeiros dez dias de junho, quando normalmente nesta época do ano o frio dá o tom o dia inteiro mais ao Sul do país.

Em Porto Alegre, por exemplo, algumas tardes podem ter marcas de 25ºC a 27ºC nos primeiros dez dias do mês, quando a máxima média histórica de junho na cidade é de apenas 20,3ºC. Na cidade de São Paulo, a previsão também é de algumas tardes com máximas ao redor ou acima de 25ºC. A média máxima de junho na capital paulista é de 22,9ºC.

Diferença de inverno meteorológico e astronômico

O inverno astronômico, com o solstício, tem início no dia 21 de junho às 11h58. É o começo da estação como a maioria das pessoas conhece. A ciência climatológica, entretanto, trabalha com outros termos inicial e final para as estações e, por isso, adota-se no Hemisfério Sul que o inverno climatológico ou meteorológico começa em 1º de junho e termina em 31 de agosto.

Então, por que as estações meteorológicas e astronômicas começam e terminam em datas diferentes? Em suma, porque as estações astronômicas são baseadas na posição da Terra em relação ao sol, enquanto as estações meteorológicas são baseadas no ciclo anual de temperatura.

Meteorologistas e climatologistas dividem as estações em grupos de três meses com base no ciclo de temperatura anual, bem como em nosso calendário. Geralmente se pensa no inverno como a época mais fria do ano e no verão como a época mais quente do ano, sendo a primavera e o outono as estações de transição, e é nisso que se baseiam as estações meteorológicas.

Seguindo o calendário civil e tendo menos variação na duração e início da estação, torna-se muito mais fácil calcular estatísticas sazonais a partir dos dados mensais, que são muito úteis para agricultura, comércio e uma variedade de outros propósitos.

E quando vem uma massa de ar polar?

Os dados dos modelos de longo prazo seguem insistindo que a segunda metade de junho vai ter temperatura média no Sul do Brasil muito inferior ao que se prevê para a primeira quinzena do mês com a atuação de ar mais frio na região.

O modelo climático norte-americano CFS projeta incursões de ar frio depois do dia 12 de junho, em torno do dia 23 e uma mais forte no final do mês. O modelo europeu, por sua vez, também aponta incursões de ar frio na segunda metade de junho e uma potencial mais forte.

Uma das massas de ar frio da segunda metade do mês pode ser de trajetória continental, logo pelo interior do continente, e que pelos dados do modelo europeu semanal poderia levar ar mais frio para diversos estados do Centro-Sul brasileiro.

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