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Deslizamentos de terra, queda de árvores e inundações atingem o estado norte-americano da Califórnia por um ciclone bomba somado a um rio atmosférico com chuva extrema. Partes do estado foram inundadas nesta segunda-feira e centenas de milhares de pessoas ficaram sem energia. | DAVID MCNEW/AFP/METSUL METEOROLOGIA

Pelo menos uma morte foi confirmada e centenas de milhares de pessoas sem eletricidade pela forte tempestade que inundou nesta segunda-feira grandes áreas do estado da Califórnia, no Oeste dos Estados Unidos, obrigando as autoridades a declarar estado de emergência.

A tempestade afetou toda a costa, de Napa até San Diego, com vento extremo na região de San Francisco e chuva excessiva na área de Los Angeles, onde chove sem parar. No Norte do estado, uma pessoa morreu esmagada por uma sequoia em seu jardim em Yuba City, segundo informações locais das autoridades.


“Esta é uma tempestade grave com impactos perigosos e potencialmente mortais”, disse o governador Gavin Newsom, declarando estado de emergência para oito dos 58 condados da Califórnia.

Na cidade de Los Angeles, as inundações bloquearam estradas e houve deslizamentos de terra, levando as autoridades a emitir ordens de evacuação para as colinas de Hollywood e Santa Monica, que dominam a cidade. Naquela área rica, as avalanches enterraram veículos e provocaram a queda de uma casa, segundo imagens da rede local KTLA.


“Parecia um trovão”, disse o morador Dave Christensen à televisão. “Quando saí para ver o que tinha acontecido, vi que a casa tinha escorregado pela encosta para a estrada”, acrescentou.

Para Los Angeles, “ontem foi o décimo dia mais chuvoso desde que começamos a registrar os níveis de precipitação em 1877”, enfatizou a prefeita Karen Bass em entrevista coletiva na segunda-feira. No campus da UCLA, a chuva somou mais de 300 mm.  “Agora, mais do que nunca, mantenham-se seguros e fora das estradas. Não saiam de casa a menos que seja absolutamente necessário”, insistiu a prefeita.

O vento passou de 100 km/h na área da cidade de San Francisco e na região da baía, mas foi excepcionalmente forte em estações de maior altitude com registros de 260 km/h em Ward Moutain, 238 km/h em Paralisades Tahoe, 201 km/h em Mammoth Mountain e 193 km/h em Upper Bull.

A tempestade acompanhou um ciclone bomba rente à costa, o segundo em poucos dias, que organizou um fenômeno chamado de “rio atmosférico” e que é conhecido na região como “Expresso do Abacaxi”, um corredor de umidade que transporta o vapor de água dos trópicos ao redor do Havaí até o Oeste norte-americano, onde despeja chuva.

O Serviço Meteorológico Nacional (NWS), que classificou a emergência como “a maior tempestade da temporada”, informou que se espera muito mais chuva e alertou sobre “inundações repentinas com risco de vida”. “Um rio atmosférico contínuo continuará a fornecer múltiplas rodadas de fortes chuvas em partes do Sul da Califórnia, incluindo a Bacia de Los Angeles, até terça-feira”, disse a agência.

Mais de 400 mil usuários ainda estavam sem energia ao meio-dia desta segunda-feira, segundo o site especializado PowerOutage.us. Dezenas de voos de ou para o aeroporto de Los Angeles (LAX) também foram cancelados ou atrasados.

A costa oeste dos Estados Unidos sofreu um inverno anormalmente chuvoso no ano passado, devido a uma série de tempestades espaçadas que produziram chuvas quase recordes e ceifaram a vida de 20 pessoas. Historicamente, a Califórnia está acostumada a alternar períodos de calor com chuvas intensas. O El Niño costuma provocar muita chuva no estado do Oeste norte-americano.

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