Ciclone extratropical intenso que começa a se formar nesta noite de quinta (6) na altura do Uruguai vai trazer fortes a intensas rajadas de vento nas próximas horas e em parte da sexta-feira no país vizinho e no Rio Grande do Sul.

METSUL
Modelos numéricos indicam o rápido aprofundamento de uma baixa pressão de 995 hpa na foz do Rio da Prata nesta noite para um ciclone de 969 hPa sobre o Atlântico Sul e a Leste da província de Buenos Aires, distante da terra firme, no começo da sexta. Assim, haverá uma intensificação explosiva do sistema, o que configura um ciclone bomba.
No Uruguai, o vento ciclônico mais intenso vai ocorrer no Sul e no Leste do país, no final desta quinta e entre a madrugada e a manhã da sexta, nos departamentos de Montevidéu, Canelones, Maldonado e Rocha. Maldonado e Rocha, em especial, devem ser mais afetados. As rajadas devem ficar entre 80 km/h e 100 km/h, mas em alguns pontos podem atingir 100 km/h a 120 km/h.
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No Rio Grande do Sul, o vento ciclônico mais persistente se intensifica em áreas do Sul e da Campanha no final desta quinta e no começo da sexta com rajadas por várias horas seguidas de 70 km/h a 90 km/h. Isoladamente, o vento ciclônico pode ficar perto e passar dos 100 km/h. O maior risco de rajadas acima de 100 km/h é para o Litoral Sul entre o Chuí e Rio Grande.
O campo de vento ciclônico se estende a pontos do Leste gaúcho com rajadas fortes a intensas na Lagoa dos Patos e entorno, Sul do Litoral Norte e ainda Porto Alegre e cidades do Sul da área metropolitana e próximas da Lagoa dos Patos. Nestas áreas, as rajadas entre a madrugada e a tarde da sexta devem ficar entre 60 km/h e 80 km/h, em média, com marcas superiores isoladas de 80 km/h a 100 km/h.
Quase todo o Sul e o Leste gaúcho deve ter rajadas fortes a muito fortes e localmente intensas, assim não é possível listar todas as cidades porque são muito municípios, mas o risco compreende as áreas principalmente do Chuí, Santa Vitória do Palmar, Arroio Grande, Jaguarão, Hulha Negra, Candiota, Aceguá, Piratini, Pinheiro Machado, Pedras Altas, Pedro Osório, Capão do Leão, Canguçu, Morro Redondo, Rio Grande, Pelotas, São Lourenço do Sul, São José do Norte, Turuçu, Mostardas, Arambaré, Camaquã, Cristal, Tapes, Barra do Ribeiro, Guaíba, Eldorado do Sul, Porto Alegre, Viamão, Tavares, Palmares do Sul, Capivari do Sul, Balneário Pinhal, Cidreira, Osório, Tramandaí, Imbé, Xangri-lá e Capão da Canoa.
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Com o afastamento gradual do ciclone, a circulação ciclônica enfraquece do meio da tarde para a noite da sexta, permitindo que o vento ceda e perca força no Sul e no Leste do Rio Grande do Sul. No final da sexta, o vento já deve ser fraco a moderado na maior parte das localidades, exceto pontos da costa e próximos.
O ciclone extratropical impulsiona uma massa de ar frio para o Rio Grande do Sul, o que vai trazer uma queda acentuada da temperatura. Assim, o tempo quente e abafado desta quinta com máximas no estado de até 28ºC não se repete nesta sexta. A tarde da sexta será fria com 10ºC a 15ºC em quase todas as cidades gaúchas.
O vento do ciclone deve fazer com que o nível do Guaíba se eleve nesta sexta-feira pelo efeito do represamento no Norte da Lagoa dos Patos. O nível, que estava em 1,80 metro na tarde desta quinta, pode se aproximar ou passar da casa de 2 metros, mas sem risco de inundação além de áreas de margens nas ilhas.