A linha de instabilidade associada à formação e à rápida intensificação de um ciclone extratropical no Uruguai provocou um violento temporal na noite desta quinta-feira (6) em Porto Alegre e na Região Metropolitana.

Foto de temporal em Porto Alegre

GILMAR MARTINS/PMPA/ARQUIVO

A passagem do sistema trouxe rajadas de vento extremamente intensas, capazes de causar danos significativos, confirmando os alertas emitidos previamente pela MetSul Meteorologia para o risco de vendavais severos.

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Os maiores registros de vento ocorreram na capital gaúcha. A estação meteorológica do Clube Jangadeiros, na Zona Sul de Porto Alegre, mediu rajada de 132 km/h, um valor excepcional e de evento de tempo severo de grande intensidade.

No Aeroporto Internacional Salgado Filho, na Zona Norte da cidade, a velocidade máxima do vento alcançou 65 nós (120 km/h). Trata-se de uma das rajadas mais intensas já registradas pela estação meteorológica do aeroporto em décadas de dados.

Na Região Metropolitana, a Base Aérea de Canoas registrou rajada de 113 km/h, reforçando que o vendaval atingiu uma ampla área com intensidade muito elevada.

O temporal foi provocado pela linha de instabilidade que antecedeu o ciclone extratropical em desenvolvimento sobre o Uruguai. O forte contraste entre as massas de ar, aliado ao intenso cisalhamento do vento em diferentes níveis da atmosfera, favoreceu a formação de tempestades organizadas e capazes de produzir vendavais destrutivos, que também atingiram o interior do estado.

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DEFESA CIVIL

A MetSul Meteorologia havia alertado desde antes da chegada do sistema para o elevado risco de ventos muito fortes, destacando que a linha de instabilidade poderia provocar rajadas de 100 km/h a 150 km/h em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Rajadas entre 110 km/h e 130 km/h são suficientes para provocar queda de árvores, postes, destelhamentos, danos estruturais, interrupções no fornecimento de energia elétrica e transtornos significativos na mobilidade urbana, além de representar risco à população.