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Instituto Homem Pantaneiro

É a tragédia dentro da tragédia. O Pantanal já sofria com uma prolongada seca e a pior baixa do Rio Paraguai em meio século, quando veio a temporada de fogo dos meses de inverno. Com o tempo seco, a vegetação seca e a muito baixa umidade, as queimadas comprovadamente intencionais acabaram tomando enorme vulto e o bioma tem o pior ano de fogo da sua história com mais de três milhões de hectares queimados até o último balanço divulgado na semana passada.

Se não bastasse tudo isso, no final de setembro e agora no começo de outubro se instalou sobre o Brasil Central uma cúpula de calor (heat dome), associada a um centro de alta pressão em altitude, gerando uma onda de calor extraordinária com dias de calor excepcional e sem precedentes em muitas áreas do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul.

A temperatura em Corumbá, na região do Pantanal, chegou a 43,4ºC no começo deste mês, a segunda maior máxima já registrada no município, somente atrás do recorde histórico de 43,8ºC de 15 de novembro de 1962.

Hoje (5), o município de Água Clara, no estado do Mato Grosso do Sul, registrou uma máxima de 44,6ºC, o que foi verificado também em Nova Maringá, no Mato Grosso. A marca igualou a segunda maior máxima já registrada oficialmente no Brasil de 44,6ºC em Orleans, estado de Santa Catarina, em 6 de janeiro de 1963.


A máxima de hoje de 44,6ºC em Água Clara é ainda a maior temperatura oficialmente anotada no Mato Grosso do Sul desde que começaram os registros no estado do Centro-Oeste. A marca ficou a apenas 0,1ºC de igualar o recorde de maior temperatura oficial do Brasil de 44,7ºC em Bom Jesus, estado do Piauí, registrado pelo Instituto Nacional de Meteorologia em 21 de novembro de 2005.

A MetSul não descarta que essa registro seja superado nos próximos dias em meio à extraordinária e prolongada onda de calor que atinge o Brasil Central e que tende a se intensificar nesta semana.

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