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Menino se refresca do intenso calor na cidade de Buenos Aires em tarde da última semana que entra para a história pelos seus vários registros extremos e recordes de temperatura na capital argentina | ALEJANDRO PAGNI/AFP/METSUL METEOROLOGIA

Moradores de Buenos Aires foram para as janelas e sacadas das suas casas e apartamentos na última noite para aplaudir a chuva que trouxe alívio depois de uma sequência histórica de dias de extremo calor na capital argentina e que trouxe marcas jamais vistas em décadas na capital da Argentina. O alívio foi também para a fumaça que cobria a cidade pelo grande número de incêndios detonados pela seca em várias províncias do país.

A chuva teve volumes altos que resultaram em alguns alagamentos e a precipitação veio com vento que causou queda de galhos em alguns pontos. Os volumes foram de 52 mm no Observatório Central de Buenos Aires de Villa Ortúzar e 52 mm no Aeroparque Jorge Newbery. Na Grande Buenos Aires, a precipitação em Ezeiza somou 23 mm.


A chuva interrompeu uma sequência de dias e noites de calor extremo. As máximas na cidade de Buenos Aires no Observatório de Villa Ortúzar na última semana foram de 31,9ºC no domingo (9), 34,4ºC na segunda (10), 41,1ºC na terça (11), 33,8ºC na quarta (12), 36,6ºC na quinta (13), 41,5ºC na sexta (14), e 38,8ºC no sábado (15).

A máxima da sexta (14) de 41,5ºC no Observatório Central de Villa Ortúzar foi a segunda mais alta da história da capital argentina desde o começo das medições em 1906. A marca da sexta-feira superou a máxima histórica da terça (11/1/2022) de 41,1ºC que foi a primeira de 40ºC no Observatório Central desde 1995 e durou apenas três dias como a segunda maior temperatura já observada na cidade. Portanto, dos três dias mais quentes em 116 anos em Buenos Aires, dois ocorreram apenas na última semana. E, se não bastasse, a madrugada do sábado (15) foi a mais alta da história de Buenos Aires, recorde absoluto de maior mínima.


Calor no patamar registrado na última semana na cidade de Buenos Aires foge completamente ao normal. Na estatística histórica desde 1906 foram raras as ocasiões em que a temperatura superou 40ºC nas medições oficiais em janeiro. O recorde é de 43,3ºC em 29/1/1957. Depois, os registros na casa de 40ºC em janeiro foram poucos. Fez 41,5ºC em 14/1/2022, 41,1ºC em 11/1/2022; 40,5ºC em 31/1/1943; 40,3ºC em 18/1/1943 e 40,0ºC em 24/1/1923.

 

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