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Imagens de satélite de hoje  mostravam grande quantidade de fumaça de queimadas sobre o Paraguai, o Norte da Argentina, o Paraná, parte de São Paulo e o Centro-Oeste do Brasil. A fumaça era muito perceptível pelo tom esbranquiçado na imagem sobre todas estas regiões.

Chamava atenção na análise do satélite uma faixa bem definida das áreas com a fuligem e sem a fuligem na atmosfera a partir do Noroeste do Rio Grande do Sul, como se fosse uma espécie de uma frente de fumaça avançando na atmosfera limpa. 

Modelos de dispersão de aerossóis projetam para hoje e os próximos dias que a fumaça deve seguir com grande densidade no Paraguai, Norte da Argentina, Paraná, em parte de Santa Catarina, São Paulo e o Centro-Oeste do Brasil. Aqui no Rio Grande do Sul, a influência será no Oeste e no Noroeste do Estado. No Sul e no Leste gaúcho, pela influência de correntes de vento com ar mais frio vindo do oceano, a atmosfera tende a seguir sem a densa fumaça em suspensão na atmosfera. 

Há um grande número de focos de incêndios pela seca prolongada no momento no Norte argentino e no Paraguai, mas a situação mais crítica é no Pantanal. Longe de terminar o ano, o Pantanal já tem o maior número de focos de calor desde o começo das medições com 20.453 até o dia 12/10. Só nos primeiros doze dias do mês, o bioma teve 2.194 focos de calor, valor muito acima da média histórica mensal de 1.047 e que já se aproxima do recorde de outubro de 2.761 de 2002.

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