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O mercado reduziu no boletim semanal divulgado nesta quinta-feira a projeção da safra da Argentina de soja para 50 milhões de toneladas, um milhão de toneladas a menos que no boletim da semana anterior. Efeito da grave seca que afeta a chamada “zona núcleo” do país. Na safra 2016/2017 os argentinos colheram 56,5 milhões de toneladas. O gráfico da Bolsa de Cereais ao lado mostra como se agrava a cada dia a situação das lavouras de soja na Argentina com grande parte da produção argentina hoje afetada pela seca. A situação se agravou muito nas última semanas à medida que as precipitações no pampa úmido argentino se tornaram ainda mais irregulares e escassas.


A MetSul Meteorologia antecipa que a quebra da safra argentina será significativa e que as projeções do mercado tendem a piorar. Não será surpresa se os números finais da safra de soja ficarem entre 40 e 45 milhões de toneladas na Argentina, o que deveá impactar fortemente a cotação no mercado internacional, a despeito dos bons números do Brasil e dos Estados Unidos. O cenário que antevemos no curto e médio prazos é ruim para não dizer dramático para a região núcleo.

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A chuva agora do final desta semana será muito irregular e terá pouco impacto, voltando a secar na sequência por muitos dias com uma massa de ar mais seco e de alta pressão. Justamente no período de maior demanda hídrica da soja. Por conseguinte, o ritmo de perdas pode se acelerar e muito nos próximos 10 a 15 dias com o retorno do padrão seco.

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