O furacão Iota tocou terra no começo da madrugada de hoje na Nicarágua com vento de até 250 km/h como uma tempestade de categoria 4 na escala Saffir-Simpson, porém pouco antes do olho alcançar terra Iota chegou a ser de categoria 5, mais alta da escala. As suas imagens de satélite foram impressionantes. 

Leia tambémAr frio que pode ser um das mais fortes do ano tem data para chegar

O furacão tocou terra na região de Puerto Cabezas, a apenas 25 quilômetros ao Sul do ponto em que o furacão Eta ingressou na América Central duas semanas antes. A área que já tinha sido arrasada experimentou ainda mais danos com a chegada da Iota.

Puerto Cabezas estava incomunicável ontem, segundo a imprensa de Manágua, mas os relatos escassos que existiam davam conta de grandes estragos. Ao se deslocar pelo continente, a tempestade começou a perder força, mas traz chuva de até 500 mm a 1.000 mm que será responsável por grandes inundações em área já aladas pelo Eta, além de provocar deslizamentos de terra.

Leia tambémPorto Alegre e muitas cidades do interior terão tarde com calor de verão

Iota é o 30º ciclone nomeado no Atlântico Norte em 2020, superando o recorde de 2005 de 28. Já são quatro furacões intensos (categoria 3 ou superior) formados em outubro e novembro. Antes de 2020, o máximo era de dois.

Só dois furacões categoria 5 tocaram terra na Nicarágua até agora, Edith (1971) e Felix (2007). Iota é ainda o primeiro furacão categoria 5 nomeado pelo alfabeto grego. Desde 1932 não se registrava um furacão categoria 5 tão tardiamente. O único antes era o de Cuba de 1932.