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Milhares de pessoas em toda a América Central enfrentam falta de água potável, escassez de alimentos e suprimentos básicos depois que dois furacões consecutivos atingiram a região, destruindo casas, hospitais e outras infraestruturas críticas e acumulando desastres.

“O furacão Iota atingiu a costa de uma região que luta para se recuperar da devastação generalizada causada pelo furacão Eta, que deixou dezenas de milhares de desabrigados há apenas duas semanas”, disse Raul Pineda, coordenadorde emergência para a América Latina do grupo de ajuda Americares. 

Iota tocou terra na terça-feira na Nicarágua, a apenas 25 quilômetros do ponto onde o Eta atingiu o continente em 3 de novembro. Ambos foram furacões de categoria 4 ao tocarem terra.

Os países atingidos pelo Eta ainda estavam avaliando os danos e começando o processo de recuperação quando Iota chegou. O número de pessoas afetadas pelo Eta ainda estava subindo quando Iota trouxe mais devastação. 

“Isso ainda é uma emergência no seu pico e que agora bate outra emergência com consequências potencialmente catastróficas”, disse Jens Laerke, porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, em um comunicado à imprensa na terça. 

Eta causou inundações e deslizamentos de terra que deixaram pelo menos 130 pessoas mortas e dezenas de outras desaparecidas ou supostamente mortas. Pelo menos nove mortes até agora foram atribuídas a Iota.

O número oficial de mortos de Iota na Nicarágua subiu para seis na quarta-feira, de acordo com a agência Associated Press.lEstima-se que 30 pessoas tenham sido soterradas em um deslizamento de terra causado pela chuva de Iota em Matagalpa, Nicarágua, informou La Mesa Redonda.

Autoridades no Panamá disseram que uma pessoa foi morta e outra estava desaparecida em Nole Duima, na região de Ngäbe Buglé.

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