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SENASA

A praga de gafanhotos na Argentina dá sinais que evolui para uma crise na região do Cone Sul. Já são seis nuvens de gafanhotos, número que dobrou desde a sexta-feira. Experts já temem que esteja começando uma onda da praga nos países da região, o que traz riscos para as áreas agrícolas do Brasil, Uruguai e Argentina.

Há um foco quase eliminado em Entre Rios, a cem quilômetros do território gaúcho, e mais cinco nuvens no Norte argentino a 500 quilômetros do Brasil, afetando Formosa, o Chaco e Santiago del Estero. Somente uma delas se deslocou 247 quilômetros em 48 horas, com o tempo seco, quente e o vento Norte. 

Os produtores agrícolas e o Serviço Nacional de Saúde Alimentar e Agropecuária (Senasa) alertaram para a entrada em Santiago del Estero de duas nuvens de gafanhotos gigantes vindas do norte, a partir do Paraguai e Bolivia. 

O presidente da Federação das Associações Agrícolas de Santiagueñas (Faas), José Ferrero, destacou que “os gafanhotos que vêm do Paraguai entraram domingo, mas há mais duas que, dependendo da direção do vento, podem chegar a Santiago ou desviar-se para Salta. Alertou que uma das avançando na Argentina é “muito grande”.

Segundo Ferrero, para se ter uma idéia da dimensão das novas nuvens de gafanhotos, “as que normalmente entram eram de 4 ou 5 quilômetros quadrados em tamanho, mas as atuais variam entre 20 e 40 quilômetros quadrados de cobertura”, disse ao jornal El Liberal.

Ferrero indicou que os produtores “já estão em alerta preparando máquinas, aviões e equipamentos para serem ativados.

Enfatizou que “se o vento Norte continuar, as nuvens poderão causar muitos danos aos trigo e às cebolas”. Ele ressaltou que “de acordo com informações do engenheiro Héctor Medina, coordenador da Senasa, haveria a possibilidade de que três nuvens de uma magnitude incrível pudessem entrar na província de Santiago del Estero”.

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