Operadoras de telefonia celular dos Estados Unidos enfrentaram um apagão nesta quinta-feira | JAKUB PORZYCKI/NURPHOTO/AFP/METSUL METEOROLOGIA

Um “apagão” no sistema de telefonia celular em todo os Estados Unidos nesta quinta-feira coincidiu com duas grandes explosões solares. Foram três grandes explosões no sol nas últimas 24 horas, sendo a maior na noite desta quinta de classe X6.3. Especialistas em tempo espacial da NOAA consideram improvável que a atividade solar tenha feito que o sistema de telefonia tenha deixado de funcionar.

Duas poderosas explosões solares irromperam do sol na noite de quarta-feira e durante a madrugada de quinta-feira. A primeira de classe X1.8 ocorreu às 20h07, hora de Brasília, ontem. A segunda, de classe X1.7, eclodiu às 3h32 de hoje, de acordo com a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) em um comunicado sobre os eventos.

Enquanto isso, em todo o país, nos Estados Unidos, foram relatadas interrupções generalizadas de telefonia celular na manhã de quinta-feira após as explosões solares. De acordo com a agência Associated Press, dezenas de milhares de interrupções foram relatadas pelas principais operadoras de celular, como AT&T, Verzion e T-Mobile. Os relatos de interrupções começaram na mesma hora que as explosões solares ocorreram.

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Cientistas solares lançaram dúvidas sobre as alegações de que existe uma ligação entre os dois eventos. “As explosões só causam degradação do rádio onde é dia na Terra. As explosões solares se deram quando era noite nos Estados Unidos.

Em um comunicado pelas redes sociais, o Space Weather Prediction Center, o centro de previsão e monitoramento de tempo espacial da NOAA, destacou como “improvável” uma relação entre o apagão no sistema de telefonia celular e as duas erupções solares de grande intensidade separadas por poucas horas.

Explosões maiores no sol produzem grandes rajadas de plasma no espaço, conhecidas como ejeções de massa coronal, e nas explosões mais intensas como desta noite, podem se consolidar em ejeção de grande escala capaz de desencadear uma forte tempestade geomagnética e auroras em latitudes médias nos dois hemisférios. A tempestade solar pode gerar atividade geomagnética ainda capaz de perturbar as comunicações de rádio e os serviços de navegação GPS.

Por que o sol tem sido notícia frequente nestes dias? Porque está perto do máximo do ciclo solar de onze anos, quando costumam ocorrer muitas explosões. E o que é um ciclo solar? Nosso sol é uma enorme bola de gás quente eletricamente carregado. Este gás carregado se move, gerando um poderoso campo magnético. O campo magnético do sol passa por um ciclo, chamado ciclo solar.

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A cada 11 anos ou mais, o campo magnético do sol muda completamente. Isso significa que os polos Norte e Sul do Sol trocam de lugar. Em seguida, leva cerca de 11 anos para os polos Norte e Sul do Sol se inverterem novamente. O ciclo solar afeta a atividade na superfície do Sol, como manchas solares causadas pelos campos magnéticos do Sol.

À medida que os campos magnéticos mudam, também muda a quantidade de atividade na superfície. Uma maneira de acompanhar o ciclo solar é contando o número de manchas solares. O início de um ciclo solar é um mínimo solar, ou quando o Sol tem menos manchas solares. Com o tempo, a atividade solar – e o número de manchas solares – aumenta. O meio do ciclo solar é o máximo solar, ou quando o sol tem mais manchas solares. Quando o ciclo termina, ele volta ao mínimo solar e então um novo ciclo começa.

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