Solar Dynamics Observatory da NASA registrou a explosão de classe X6.3 | NASA

Uma explosão solar muito significativa, de classe ~X6.3, acaba de ser registrada. Segundo os primeiros dados disponíveis, com base em medições por satélites e sondas, trata-se da maior explosão solar no atual ciclo 25 e mais intensa desde 2017. Cientistas ainda estão avaliando os dados da explosão para ver se ela terá impacto na Terra, o que pode afetar satélites e ainda sistemas de telecomunicações, além de causar auroras em locais distantes dos polos.

Os satélites em órbita da Terra registraram a explosão solar de classe X6.3 a partir da mancha solar AR3590 às 19h34 desta quinta-feira, hora de Brasília. Há dias têm sido registradas explosões solares de maior magnitude de classe X, a mais intensa.

As explosões solares são desencadeadas quando a energia magnética se acumula na atmosfera solar e é liberada em uma intensa explosão de radiação eletromagnética. Elas são categorizadas por tamanho em grupos de letras, sendo a classe X a mais poderosa. Em seguida, há as explosões de classe M, que são 10 vezes menores que as explosões de classe X, seguidas pelas classes C, B e, finalmente, A, que são muito fracas para afetar significativamente a Terra.

Estas explosões maiores produzem grandes rajadas de plasma no espaço, conhecidas como ejeções de massa coronal, e nas explosões mais intensas como desta noite, podem se consolidar em uma ejeção de grande escala capaz de desencadear uma forte tempestade geomagnética e auroras em latitudes médias nos dois hemisférios. A tempestade solar pode gerar atividade geomagnética ainda capaz de perturbar as comunicações de rádio e os serviços de navegação GPS.

Por que o sol tem sido notícia frequente nestes dias? Porque está perto do máximo do ciclo solar de onze anos, quando costumam ocorrer muitas explosões. E o que é um ciclo solar? Nosso sol é uma enorme bola de gás quente eletricamente carregado. Este gás carregado se move, gerando um poderoso campo magnético. O campo magnético do sol passa por um ciclo, chamado ciclo solar.

A cada 11 anos ou mais, o campo magnético do sol muda completamente. Isso significa que os polos Norte e Sul do Sol trocam de lugar. Em seguida, leva cerca de 11 anos para os polos Norte e Sul do Sol se inverterem novamente. O ciclo solar afeta a atividade na superfície do Sol, como manchas solares causadas pelos campos magnéticos do Sol.

À medida que os campos magnéticos mudam, também muda a quantidade de atividade na superfície. Uma maneira de acompanhar o ciclo solar é contando o número de manchas solares. O início de um ciclo solar é um mínimo solar, ou quando o Sol tem menos manchas solares. Com o tempo, a atividade solar – e o número de manchas solares – aumenta. O meio do ciclo solar é o máximo solar, ou quando o sol tem mais manchas solares. Quando o ciclo termina, ele volta ao mínimo solar e então um novo ciclo começa.

A MetSul Meteorologia está nos canais do WhatsApp. Inscreva-se aqui para ter acesso ao canal no aplicativo de mensagens e receber as previsões, alertas e informações sobre o que de mais importante ocorre no tempo e clima do Brasil e no mundo, com dados e informações exclusivos do nosso time de meteorologistas.