Uma onda de tempestades vai atingir o Rio Grande do Sul com alto risco de vendavais fortes a intensos, alguns violentos e destrutivos, com a MetSul Meteorologia alertando até para a possibilidade de tornados.
Os primeiros vendavais associados à formação de uma linha de instabilidade podem atingir o extremo Sul do estado e a Campanha quase no final deste domingo e ao redor da 0h de segunda. Na sequência, as tempestades severas com vento avançariam com a linha de instabilidade potente pelo Leste do Rio Grande do Sul. Após, a instabilidade afeta a Metade Norte gaúcha.
A MetSul alerta que não serão vendavais isolados. O que os dados mostram é ocorrência de vendavais fortes a intensos, e alguns até destrutivos, em grande número de locais. Porto Alegre e região metropolitana estão entre as áreas de alto risco na madrugada ou mais tardar o começo da manhã de segunda.
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Grande número de municípios do Rio Grande do Sul deve ter vento de 70 km/h a 100 km/h na passagem da linha de instabilidade associada à frente fria mas alertamos que em diferentes pontos o vento deve passar de 100 km/h com potencial em alguns locais para rajadas de até 120 km/h a 150 km/h, no cenário de tempo severo mais grave desde 6 de agosto.
O vento terá potencial de derrubar árvores, causar destelhamentos, colapso de estruturas, derrubar postes e gerar e cortes de energia. No Rio Grande do Sul, uma vez que os vendavais mais intensos devem ocorrer no Sul e no Leste do estado, a área de concessão da CEEE deve ser a mais afetada, mas haverá falta de luz também em municípios atendidos pela RGE.
A maior parte do Rio Grande do Sul tem risco de vendavais intensos, mas conforme os dados o risco é maior nas Metades Sul e Leste do estado, especialmente em cidades perto da Lagoa dos Patos, assim como em pontos isolados da Metade Norte.
Os mapas a seguir mostram as projeções de vento máximo dos modelos WRF inicializados com o modelo norte-americano GFS e com o modelo do Centro Meteorológico Europeu (ECMWF).

METSUL

METSUL
Com base no perfil da atmosfera, a MetSul Meteorologia não descarta até fenômenos muito isolados severos de vento como microexplosões e tornados. O cenário, aliás, é muito propício à ocorrência de tornados.
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O primeiro ingrediente para o risco de tornados será uma intensa corrente de jato em baixos níveis, um corredor de ventos muito fortes a cerca de um a dois quilômetros de altitude. O jato transporta ar muito quente e úmido do Norte da Argentina, Paraguai e Centro-Oeste do Brasil para o Rio Grande do Sul, aumentando a energia disponível para o desenvolvimento de tempestades severas.
O segundo fator será o avanço de uma linha de instabilidade na dianteira de uma frente fri. A chegada do ar mais frio força o ar quente e úmido a subir rapidamente, favorecendo a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical e de uma extensa linha de instabilidade que deve avançar rapidamente pelo Rio Grande do Sul.
O ingrediente mais importante para o risco de tornados, entretanto, é o elevado cisalhamento do vento. Significa que a velocidade e a direção dos ventos mudam significativamente entre a superfície e os níveis mais altos da atmosfera. A variação faz com que as correntes ascendentes das tempestades adquiram rotação, o que se antecipa com o avanço de ar mais frio e a atuação da corrente de jato em baixos níveis.