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Uma frente fria vai mexer com o tempo no Centro-Sul do Brasil e trará chuva generalizada no Sul do país. A maior preocupação, entretanto, é com a Região Sudeste que poderá voltar a ter episódios de precipitação excessiva com acumulados localmente extremos que podem mais uma vez trazer situações de grande perigo à população como inundações e deslizamentos de terra.

O mapa acima mostra a projeção de chuva para os próximos sete dias do modelo meteorológico alemão Icon, disponível ao nosso assinante na seção de mapas do site. Conforme se observa no mapa, a tendência é de chover muito em áreas de São Paulo, Minas Gerais e do Rio de Janeiro no período da projeção.


Já o mapa acima, também disponível ao assinante, mostra a projeção do modelo meteorológico europeu (ECMWF) de chuva acumulada em sete dias em que se observa tendência muito semelhante ao do modelo alemão Icon com os maiores acumulados de precipitação no Leste paulista, no estado do Rio de Janeiro e em muitas áreas de Minas Gerais.

Os maiores acumulados de precipitação são previstos para o Leste paulista, incluindo a área do Litoral, o Rio de Janeiro e a maior parte do estado de Minas Gerais. Os volumes em muitos locais deverão ficar entre 100 mm e 200 mm, entretanto por efeito de tempestades isoladas e de orografia (relevo) em áreas costeiras é provável que chova em diferentes cidades acima do que o modelo indica com marcas tão altas quanto 250 mm a 400 mm.

São volumes capazes de trazer diversas situações de risco para a população como inundações em áreas urbanas e rurais, cabeças d´água em zonas de cachoeiras e rios, alagamentos, elevação rápida de rios e córregos, e o que mais preocupa em se tratando do Sudeste do Brasil que é a possibilidade de deslizamentos de terra em áreas de risco de encostas.

O sistema frontal começa a ingressar no Rio Grande do Sul nesta sexta e traz chuva para quase todo o território gaúcho. Os volumes vão variar muito de ponto para outro. Algumas cidades podem se aproximar ou passar dos 50 mm enquanto em outras não se espera mais de 10 mm. A chuva nesta sexta já atinge cedo várias cidades, ou seja, entre a madrugada e de manhã, espalhando-se pelo território gaúcho no decorrer do dia.

No fim de semana, o sábado tem chuva ao menos em parte do dia em várias regiões gaúchas e deve se concentrar mais na Metade Norte ao passo que pelo Oeste e o Sul gaúcho haverá melhora do tempo durante o dia, melhoria que alcançará todo o Estado no domingo com o retorno do sol. No domingo, a frente traz mais chuva para o Paraná e intensifica a instabilidade no Sudeste. Na primeira metade da próxima semana, o sistema que estará junto à costa trará muita chuva em estados como São Paulo (mais entre domingo e segunda), Minas e Rio.

A sequência de mapas acima mostra a projeção de volumes de chuva dia a dia para sexta (4), sábado (5), domingo (6), segunda (7) e terça (8) no Centro-Sul do Brasil, conforme projeção do modelo meteorológico alemão Icon. Constata-se a passagem da frente inicialmente pelo Sul do Brasil com volumes irregulares de chuva e, na sequência, a tendência de chover muito em diversas áreas da Região Sudeste.

A cidade de São Paulo e a Grande São Paulo vão seguir com pancadas e temporais de verão por conta do ar tropical até o final da semana, o que traz chuva localmente forte a intensa. De domingo para a segunda chega a frente fria com chuva por vezes intensa, mas não se espera um quadro de precipitação com a gravidade do último fim de semana. Desta vez, o risco maior será no litoral paulista.

No Rio de Janeiro, ao contrário, é muito preocupante o cenário para a próxima semana. Isso porque são esperados volumes de precipitação entre segunda (7) e sexta (11) pela atuação da frente fria na costa com vários momentos de chuva moderada a forte com risco de períodos de chuva torrencial. Entre hoje (3) e domingo (6) o sol se alterna com chuva, mas de segunda (7) em diante a instabilidade será mais persistente no Rio. A Costa Verde (região de Angra dos Reis), a cidade do Rio de Janeiro e o Grande Rio, e ainda a Região Serrana exigirão muita atenção porque serão as zonas de maio risco no território fluminense.

Em Minas Gerais, a frente vai fazer mais generalizada a chuva que já vem ocorrendo de forma localizada em vários pontos diariamente pelo ar tropical quente e úmido. O estado mineiro deve ter um fevereiro de muita chuva com precipitações acima a muito acima da média em grande número de cidades e este sistema frontal vai contribuir para o cenário. No fim de semana e na semana que vem devem ser esperados episódios isolados de chuva volumosa a excessiva em vários pontos do território mineiro, inclusive com temporais, na Grande BH e no interior do estado.

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