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Há 10 anos, a região de Torres e o Sul de Santa Catarina amanheciam impactados pelas cenas de destruição depois de uma madrugada de terror com vento perto de 200 km/h e chuva por várias horas. O furacão no começo do dia 28 de março de 2004 avançou pelos Aparados e, ao encontrar o relevo da Serra, rapidamente se desorganizou. Alcançou o Planalto Médio e Alto Uruguai como uma tempestade tropical e muito vento antes de se dissipar, como mostra o mapa de trajetória abaixo.




As conseqüências poderiam ter sido bem piores que as vistas uma década atrás na manhã do dia 28. Catarina tinha trajetória de Nordeste para Sudoeste, o que faria com que tempestade ingressasse no continente maia ao Sul do Litoral Norte e alcançasse a área de Porto Alegre, sem perder tanta força pelas menores altitudes. Justamente a região mais densamente povoada do Estado seria a diretamente afetada. Poucas horas antes do olho alcançar terra no Sul catarinense, o que ocorreu nos primeiros minutos do dia 28, o furacão deu guinada na trajetória e começou a avançar para Noroeste. Às 3h do dia 27, o centro da tempestade estava em 29.3ºS. Às oito da manhã, em 29.5ºS. Às duas da tarde em 29.6ºS. O caminho era para o Sul. Ocorre que às 20h do dia 27 o tracking indicava a tempestade em 29.3ºS, ou seja, avançando no sentido Norte até estar sobre terra ao redor de 28.9ºS. Com isso, o ponto de “landfall” (tocar terra) que poderia ter sido mais abaixo na costa, adentrando por área sem o atrito de relevo, acabou sendo entre Torres e o Sul de Santa Catarina, ao lado da nossa Serra.  

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