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O que afetou a Metade Norte do Rio Grande do Sul na última noite foi uma onda de tempestades e violenta. Vários fatores entraram em cena para a severidade dos eventos meteorológicos: a presença de ar muito quente e úmido com altas taxas de instabilidade atmosférica, o ingresso de uma frente fria, a pressão atmosférica baixíssima e o padrão divergente de vento associado a uma potente corrente de jatos de baixos níveis da atmosfera que favoreceu os tornados.


O nosso entendimento é que foram vários tornados na Metade Norte. O mais grave, que pela severidade dos danos estimamos entre F3 e F4 na escala Fujita dos tornados que vai até 5, com vento estimado ao redor de 300 km/h, afetou a região entre Coxilha e Tapejara.

Foi um tornado na categoria de devastador, com grande diâmetro (centenas de metros) e de mais longa duração pela força e a trilha de danos observada. A cena de um caminhão arremessado no meio de uma lavoura, a dezenas de metros da estrada, recorda a do tornado de Guaraciaba (SC), de setembro de 2009 e que foi classificado como F4, que igualmente sugou e arremessou veículos pesados a longa distância.


A onda de tempestades tem um saldo parcial de dois mortos, mais de mil casas destelhadas por vento intenso e granizo grande, e vários outros estragos ao custo de milhões de reais. A MetSul emitiu sucessivos alertas aqui no site e durante 24 horas por dia nas suas redes sociais desde o fim de semana passada e advertia para granizo grande, episódios severos de vento localizado e condições propícias para tornados. (Com fotos das rádios Planalto, Uirapuru e Máxima FM)

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