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Cheia do Rio Uruguai alagava áreas ribeirinhas e desalojava famílias ontem no município de São Borja | ALBERI DIAS/RÁDIO CULTURA

Uma nova enchente atinge o Oeste do Rio Grande do Sul. Desta vez, a bacia do Rio Uruguai é que enfrenta uma cheia. Em São Borja, 23 pessoas estavam desabrigadas ontem pela elevação do Rio Uruguai. As águas interditavam as estradas de Santa Luzia, Estiva e Passo da Barca, e também já alcançavam residências próximas às margens.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, Moacir Tiescher, 10 famílias foram retiradas de suas casas e duas estão abrigadas no Ginásio Cleto Dória de Azambuja. As demais se encontram nas casas de amigos e parentes.


O nível do Rio Uruguai se estabilizará neste fim de semana com base nas medições mais ao Norte da bacia. Ontem, ao meio-dia, encontrava-se em 10,38 metros em São Borja. No mesmo horário, a leitura indicou 8,04 metros na quinta e 5,97 metros na quarta-feira.

Em Porto Xavier, no Noroeste gaúcho, o nível do Rio Uruguai começou a estabilizar ontem e ao meio-dia marcava 8,79 metros depois de ter atingido 8,72 metros no começo do dia. Na estação argentina de El Soberbio, o rio estava ontem ao meio-dia com 9 metros após ter batido em 11,4 metros no mesmo horário na véspera.


A tendência agora é de forte elevação do Rio Uruguai mais ao Sul da bacia. Primeiro, na cidade de Itaqui e depois em Uruguaiana. Na sequência, a cheia vai alcançar cidades argentinas e uruguaias na fronteira dos dois países entre a província argentina de Entre Ríos e o chamado Litoral Oeste do Uruguai.

A cheia do Rio Uruguai é consequência do excesso de chuva do começo desta semana mais ao Norte no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os acumulados de chuva foram especialmente altos na bacia do Rio Pelotas, na nascente do Uruguai, com marcas de mais de 250 mm na região de Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, e perto de 300 mm em São Joaquim, onde duas pessoas morreram em consequência da chuva.

Embora menos elevados, os volumes foram altos também em diferentes pontos do Noroeste do Rio Grande do Sul com 117 mm em Palmeira das Missões e 106 mm em São Luiz Gonzaga. O mesmo se verificou com o Oeste e o Meio-Oeste catarinense, onde os volumes foram ainda mais altos e até extremos, com registros de 100 mm a 300 mm em muitas cidades.

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