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A temperatura passou de 40ºC no Noroeste do Rio Grande do Sul, chegou a quase 44ºC em Santa Catarina, se aproximou dos 43ºC no Paraná, atingiu quase 44ºC no interior de São Paulo, superou os 40ºC em Minas Gerais e Goiás, e atingiu 44,6ºC no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, estabelecendo recordes absolutos de calor de séries históricas de até mais de um século e superando outras marcas não vistas em décadas. Se com todo este calor o ser humano, não seriam os animais que escapariam do sofrimento com a temperatura extrema.

Em diversos estados, biólogos, veterinários e voluntários atuaram com iniciativas para proteger os animais da temperatura superior a 40ºC desta onda de calor extraordinária, mas os próprios bichos se encarregaram também de se proteger. Em Minas Gerais, na cidade de Ubá, um grupo de cachorros – com grande inteligência – se refugiou e foram dormir durante a noite na sala de auto-atendimento de uma agência bancária da Caixa Econômica Federal. Os setes animais passaram uma noite confortável no ar geladinho da agência e puderam dormir uma noite fresquinha que muitos moradores de Ubá não tiveram a chance.

O mesmo ocorreu no Mato Grosso do Sul. Em outra imagem que viralizou nas redes sociais, um cachorro se refugiou do calor no frescos da sala de auto-atendimento com ar-condicionado de uma agência bancária em Ribas do Rio Prado, município a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande, que teve a maior temperatura da sua história.

Sorvete foi que não faltou para a bicharada. No Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, no Paraná, os pássaros puderam desfrutrar de picolés para se refrescar da temperatura que chegou a superar os 42ºC na última semana na cidade do Oeste paraense, conforme os dados da estação meteorológica do Instituto Simepar. Em Curitiba, onde a temperatura passou dos 35ºC, os animais do zoológico da cidade também receberam sorvete para se refrescar.

Parque das Aves/Divulgação

Na capital federal, o zoológico do Brasília usou um carro-pipa e esguichou 1,5 mil litros de água no elefante Chocolate, um dos animais mais queridos do parque, para refrescar o calor do calor e a secura. O banho durou 30 minutos. Outros animais recorreram às áreas de sombra.

No interior de São Paulo, a Associação Mata Ciliar preparou alimentos congelados e os tanques de água para as onças pintadas e outros animais terem um refresco do calor. Até picolé de carne teve, mas o cardápio principal incluiu sorvetes de fruta, sucos gelados e frutas congeladas.

Projeto Mucky/Divulgação

Associação Mata Ciliar

Projeto Mucky/Divulgação

Zooparque de Itatiba/Divulgação

No zooparque de Itatiba foi a mesma estratégia. Os tigres siberianos receberam picolés feitos de sangue e pedaços de carne e as aves se deliciaram com frutas geladas. Em Itu, o projeto Mucky, uma ONG dedicada aos primatas brasileiros, sorvetes, gelatina e toalhas molhadas para refrescar os animais.

 

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