Maringá, no Norte do Paraná, foi atingida por um forte temporal durante a madrugada desta segunda-feira (2), com rajadas de vento acima de 100 km/h, queda de dezenas de árvores, danos em imóveis e interrupção no fornecimento de energia elétrica para mais de 82 mil unidades consumidoras.

Foto dos danos do temporal em Maringá

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A força do vento provocou destruição em diferentes bairros, bloqueou ruas e avenidas e chegou a arrancar árvores inteiras pela raiz. Diante da dimensão dos estragos, o prefeito Silvio Barros decretou calamidade pública no município na manhã desta segunda-feira.

A medida permite agilizar contratações emergenciais e a liberação de recursos para atender à população e recuperar as áreas atingidas. A Defesa Civil e equipes municipais trabalham no levantamento dos prejuízos.

O vendaval derrubou dezenas de árvores, algumas arrancadas com as raízes, e provocaram bloqueios em vias públicas. Estruturas comerciais, barracões, imóveis e veículos também foram atingidos.

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Um dos locais atingidos foi o quartel do Corpo de Bombeiros. Parte da cobertura do prédio administrativo do batalhão foi arrancada pela força do vento, deixando o primeiro andar exposto à chuva e provocando danos em arquivos, móveis e equipamentos eletrônicos.

Os danos atingiram áreas administrativas onde funcionam o comando e o Estado-Maior da corporação. O telhado foi levado pelo vento, deixando parte da estrutura descoberta.

A interrupção no fornecimento de energia elétrica também foi expressiva. Às 10h20, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) informava que 82,2 mil imóveis estavam sem luz em Maringá, em consequência dos danos provocados pelo temporal na rede de distribuição.

PREFEITURA MOBILIZA EQUIPES E DECRETA CALAMIDADE

Equipes da Secretaria de Infraestrutura, da Secretaria de Limpeza Urbana e da Defesa Civil foram mobilizadas para atender às ocorrências, retirar árvores e galhos caídos e avaliar os danos em imóveis e estruturas urbanas.

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Até o final da manhã, entretanto, ainda não havia um balanço consolidado sobre o número de imóveis danificados, feridos, desabrigados e desalojados. A prefeitura orientou a população a não tentar retirar árvores ou galhos por conta própria, especialmente em locais onde possa haver contato com a rede elétrica. As solicitações de atendimento podem ser feitas pelo aplicativo Ouvidoria 156 ou pelo site do município.

TEMPORAL EM MARINGÁ TEVE DOWNBURST

Vídeos analisados pela MetSul Meteorologia da tempestade do começo desta segunda-feira são altamente sugestivos que o município do Norte do Paraná foi atingido por um fenômeno conhecido como downburst.

O downburst é uma forte corrente de ar descendente associada a uma tempestade. O fenômeno ocorre quando uma massa de ar desce rapidamente de dentro da nuvem de tempestade e, ao atingir o solo, espalha-se horizontalmente em várias direções, produzindo rajadas de vento muito intensas.

Os ventos podem ultrapassar 100 km/h e provocar estragos semelhantes aos de um tornado, como árvores arrancadas pela raiz, telhados destruídos, postes derrubados e danos em veículos e edificações. A principal diferença é que, no downburst, o vento atinge o solo e se espalha para fora, enquanto no tornado há uma circulação de vento em rotação.