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A tempestade subtopical Oquira segue atuando no Atlântico Sul. O ciclone subtropical, segundo a carta sinótica da Marinha do Brasil, segue se deslocando para o Sul e nesta terça-feira estava em latitudes na altura do litoral da província argentina de Buenos Aires, distante do continente e em mar aberto. 

Observando-se as trajetória de todos os ciclones atípicos (tropicais e subtropicais) do Atlântico Sul desde 2004 verifica-se que poucos alcançaram latitudes tão ao Sul quanto este. A maioria se forma na costa do Brasil e se dissipa. 

A classificação como tempestade subtropical fez com que o ciclone fosse identificado com um nome na lista que há para ciclones anômalos (subtropicais ou tropicais), conforme a Norma da Autoridade Marítima para Meteorologia Marítima (NORMAM-19). Oquira é um nome indígena. O próximo sistema atípico subtropical ou tropical que se formar no litoral brasileiro será identificado com o nome Potira.

É importante esclarecer que este sistema em nenhum momento pode ser associado a um furacão que é um ciclone de natureza tropical, quente em todo o seu centro. Trata-se de um sistema subtropical em que o centro de baixa pressão é quente em superfície e frio em altitude. Ademais, não se trata de um centro de baixa pressão muito profundo com 1.008 hPa. O ciclone extratropical bomba de julho, para se ter ideia, chegou a ter pressão abaixo de 980 hPa a Sudeste do Rio Grande do Sul.

A MetSul reforça a informação de que não são esperados impactos mais no continente em território brasileiro deste ciclone, uma vez que a sua atuação se dá em alto mar e a uma grande distância da costa e ainda com a tempestade muito ao Sul agora. Pl

O último ciclone subtropical registrado na costa brasileira tinha sido Mani, no final do mês de outubro, nos litorais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Oquira é o terceiro ciclone do tipo subtropical na costa do Brasil apenas neste ano, o maior número já registado em um ano desde que as tempestades começaram a ser nomeadas pela Marinha do Brasil.

A Marinha do Brasil possui uma lista de nomes previamente estabelecida com nomes indígenas para designar os ciclones anômalos, subtropicais ou tropicais, no litoral brasileiro.

 

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