A chuva e o vento que atingem o Rio Grande do Sul há quatro dias deixam um cenário de transtornos espalhado por praticamente todas as regiões do estado. Levantamento da Defesa Civil Estadual contabiliza ocorrências em 73 municípios, com registros que vão desde destelhamentos e quedas de árvores até interrupção de rodovias, pontes submersas, danos em escolas, unidades de saúde e prédios públicos.

GAZETA DE SOBRADINHO
Em muitas cidades, os problemas começaram com o vento Norte quente e seco, que arrancou telhados, derrubou árvores e postes e provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica. Em outras, a chuva intensa resultou em alagamentos, pontes submersas, bloqueios de estradas e isolamento temporário de comunidades do interior.
Na Fronteira Oeste, Alegrete contabilizou destelhamentos, famílias desalojadas e o bloqueio total da Ponte do Capivari. Barra do Quaraí sofreu queda de um cabo de alta tensão, deixando toda a cidade temporariamente sem energia elétrica, água e internet. Em Quaraí, uma estrutura em construção caiu sobre uma residência. São Borja registrou destelhamentos, árvores caídas em vias públicas e moradores desalojados, e São Francisco de Assis informou prejuízos em residências, uma igreja, uma farmácia e interrupção do fornecimento de energia em diversos bairros.
Na Metade Sul, Bagé teve quedas de árvores e postes, falta de luz, bloqueios de vias e destelhamentos. Arroio Grande registrou danos em residências e em um prédio da prefeitura. Amaral Ferrador teve postes derrubados sobre estrada do interior. Jaguarão enfrentou falta de energia após danos em fios e transformadores, além da destruição parcial de uma obra. Rio Grande contabilizou destelhamentos enquanto Santa Vitória do Palmar teve danos em residências e queda de árvores.
Na região Central e no Vale do Rio Pardo, os prejuízos também foram numerosos. Candelária teve casas parcialmente destelhadas, postes derrubados e distribuição de lonas às famílias atingidas. Cerro Branco registrou danos em residências e uma ponte ficou submersa. Dona Francisca teve moradores desalojados após danos causados pela chuva.
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Faxinal do Soturno registrou destelhamento e queda de árvore, enquanto Jaguari sofreu danos em residências. Nova Palma informou bloqueios e Novo Cabrais teve danos em telhados. Paraíso do Sul registrou problemas de abastecimento de água e energia, além de destelhamentos em residências.
Em Santa Maria, os registros incluíram danos em residências, escolas, bairros e até alagamento no Hospital São Francisco, além de queda de tapumes e árvores. São Jerônimo informou interrupção de duas pontes, afetando o transporte escolar. São Pedro do Sul teve danos em escola e queda de árvores, enquanto São Sepé registrou ponte submersa. Cachoeira do Sul teve destelhamentos, queda de galhos e bloqueios na BR-290
Segredo informou interrupção de pontes e acessos, e Sobradinho teve estradas do interior bloqueadas pela água. Vale do Sol registrou destelhamentos, moradores desalojados e interrupção do fornecimento de energia elétrica. Vera Cruz contabilizou cerca de vinte residências destelhadas, queda de árvores e falta de energia em diversos pontos do município. Venâncio Aires anotou danos em uma unidade de saúde no interior. Itaara teve incêndio em vegetação associado à queda de rede elétrica provocada pelo vento.
Na Serra e nos vales, os impactos também foram sentidos. Canudos do Vale teve três pontes baixas interditadas. Forquetinha registrou queda de diversas árvores, interrupção de estrada e posterior interdição preventiva de ponte. Gramado sofreu com árvores caídas sobre rodovia e rede elétrica. Lajeado teve destelhamentos e uma rua foi interditada pelo transbordamento do Arroio Saraquá.
Marques de Souza registrou danos em escola municipal. Passa Sete enfrentou deslizamento de terra ao passo que Relvado interditou preventivamente passagens no interior. Taquara contabilizou residências destelhadas e parte de um ginásio escolar danificado. Vale Real teve ponte submersa entre municípios vizinhos.
No Norte, Noroeste e Missões, a lista de ocorrências também foi extensa. Augusto Pestana registrou residências atingidas pela água. Boa Vista do Cadeado teve via parcialmente submersa. Giruá sofreu danos em um galpão e na rede elétrica. Jari teve queda de árvore sobre poste que abastecia uma escola. Marau registrou alagamentos que bloquearam vias.
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Passo Fundo informou queda de árvore sobre rua. Pejuçara teve danos em estradas e pontilhões, levando ao cancelamento do transporte escolar. Roque Gonzales registrou prejuízos em estradas, pontes, pontilhões e bueiros, enquanto Salvador das Missões informou danos na malha viária do interior.
Santo Ângelo voltou a registrar queda de árvores e bloqueios em estradas, Santo Cristo teve árvores derrubadas pelo vento, São Luiz Gonzaga registrou destelhamento de residência e Sete de Setembro informou casas temporariamente isoladas pela água. Ubiretama registrou interrupção parcial de estradas e suspensão do transporte escolar.
Na Região Metropolitana e no Litoral, também houve diversos registros. Cachoeirinha registrou alagamentos em bairros. Campo Bom sofreu destelhamento de residência. Cidreira contabilizou casas danificadas e moradores desalojados. Novo Hamburgo registrou quedas de árvores e bloqueios parciais de vias públicas. Tramandaí registrou alagamentos e danos em residência.
Além dos danos materiais, o levantamento estadual aponta impactos diretos à população. Até a atualização do boletim, havia 25 pessoas desalojadas distribuídas entre Alegrete, Cerro Branco, Cidreira, Dona Francisca, São Borja, Santa Maria e Vale do Sol.
Em vários municípios, equipes das prefeituras, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, concessionárias de energia e secretarias de obras permaneceram mobilizadas para remover árvores, liberar estradas, distribuir lonas, restabelecer o fornecimento de energia elétrica e garantir o acesso às comunidades afetadas.