A MetSul Meteorologia alerta para uma enchente de médio a grande porte na Grande Porto Alegre em áreas cortadas e banhadas pelo Rio dos Sinos, que sobe rapidamente na parte inicial e intermediária da bacia com tendência de elevação maior.

Foto mostra cheia do Sinos

PREFEITURA DE CANOAS/ARQUIVO

A cheia é consequência dos volumes muito altos de chuva ocorridos nas duas últimas semanas na bacia do Sinos com acumulados de 200 mm a 300 mm. A chuva intensa entre segunda (27) e terça (28) agravou a situação.

O acumulado de chuva em julho já alcança 317,6 mm em Campo Bom, volume 93,2% acima da média histórica calculada para os últimos 42 anos. Com este total, o mês de julho de 2026 já é o segundo mais chuvoso da série histórica iniciada em 1985, ficando atrás apenas de julho de 2015, quando foram registrados 450,6 mm.

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O episódio de chuva desta semana encontrou o rio já alto, em cheia e atingindo cotas de inundação. Assim, é uma segunda onda de vazão enquanto ainda não passaram os efeitos da primeira da semana passada.

Esta segunda onda de vazão que reforça a primeira é maior. O volume de contribuição do Rio Paranhana, que subiu muito na terça, é superior ao da semana passada. Choveu forte ainda em toda a bacia, como na parte Sul da Serra. Em Ivoti, por exemplo, no entorno do Núcleo de Casas Enxaimel, um dos principais patrimônios históricos da cidade, a elevação do nível do Arroio Feitoria provocou alagamentos e inundou áreas próximas.

O nível do Rio dos Sinos atingia 7,10 metros na manhã de hoje em Campo Bom e ainda subia. Já em São Leopoldo, o Sinos estava praticamente estável em 4,78 metros, acima da cota de inundação de 4,50 metros.

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O dado preocupante vem do começo da bacia porque o rio continua subindo. Em Taquara, o Rio dos Sinos segue em elevação. De acordo com o boletim das 8h desta quinta-feira, o nível do rio na captação do bairro Empresa atingiu 7,78 metros, contra 7,56 metros registrados 12 horas antes.

A onda de vazão maior avançará agora para Novo Hamburgo e São Leopoldo, onde o Sinos deve subir nas próximas 24 horas a 48 horas. Na sequência, a enchente alcança Sapucaia do Sul, Esteio e Canoas no fim de semana e no começo da semana que vem.

Em Canoas, o ponto mais crítico será a praia de Paquetá, onde a cheia do Guaíba vai represar o escoamento das águas do Sinos. No entanto, enfatizamos que o cenário não tem comparação em proporção com maio de 2024 e é muito menos grave.