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Frio com intensidade raramente vista na cidade de São Paulo nos últimos 25 anos coincidirá com o momento em que a capital paulista enfrenta um crescimento da sua população de rua e em maior risco | Miguel Schincariol/AFP/Arquivo/MetSul Meteorologia

O frio na cidade de São Paulo pode ser um dos mais intensos dos últimos 25 anos. A poderosa massa de ar polar que recém começa a ingressar nesta terça-feira (27) no Rio Grande do Sul vai derrubar a temperatura na capital paulista amanhã (28) e promete trazer muito frio entre esta quarta e a sexta-feira (30) com mínimas na sexta que podem rivalizar com as menores marcas dos últimos 25 anos.

Hoje, a cidade de São Paulo tem ainda um dia quente de inverno com temperatura muito alta para julho, entretanto a nebulosidade começa a aumentar. Já não se pode descartar a ocorrência de chuva no fim de do dia, mas o mais provável é a instabilidade associada à chegada da frente fria ocorra ao longo da quarta-feira,


Amanhã, o frio chega com força. A cidade de São Paulo terá uma quarta-feira com abundante nebulosidade e precipitação na forma de chuva e garoa. A interação da instabilidade frontal com a chegada do ar mais frio da massa de ar polar fará com que a temperatura decline ao longo do dia e se mantenha muito baixa. Os paulistanos enfrentarão uma tarde de muito frio e baixa sensação térmica com marcas entre 10ºC e 13ºC nos diferentes microclimas da cidade.

O sol aparece na quinta-feira na cidade de São Paulo, mas mesmo assim a temperatura não sobe muito pela grande intensidade da massa de ar frio. O amanhecer deve ter mínimas entre 6ºC e 7ºC, inferiores em pontos mais altos e no Sul da cidade, e a tarde teria máximas de apenas 12ºC a 14ºC em muitos bairros, mesmo com sol. Esfria demais a partir do fim da tarde e a noite de quinta será gélida.

A madrugada e o amanhecer da sexta terão as horas mais frias do ano na cidade de São Paulo, mas as marcas podem ir além. A mínima da sexta na capital paulista pode ficar entre as mais baixas dos último 25 a 30 anos para julho e qualquer mês do inverno. Os modelos projetam hoje mínima ao redor de 3ºC a 5ºC para o Mirante do Santana, que é a estação de referência climatológica (longo prazo).

Nos últimos 25 anos, a temperatura na estação do Mirante do Santana caiu abaixo de 5ºC apenas seis vezes. Fez 3,5ºC em 13 de junho de 2016 e antes apenas na sequência de ondas polares intensas de julho de 2000 com 4,5ºC (21/7/2000), 4,3ºC (19/7/2000), 4,1ºC (18/7/2000) e 4,4ºC (17/7/2000).

Assim, se a temperatura cair abaixo de 5ºC a cidade de São Paulo terá a menor mínima para o mês de julho desde o ano 2000. E caindo abaixo de 4ºC será a menor mínima para julho desde 1994 e para qualquer mês do ano a menor ou segunda menor desde 1994, considerando os 3,5ºC de junho de 2016. A estatística se se será a menor, segunda ou terceira mais baixa passará por questão de décimos.

Frio tão intenso como que se espera, e é projetado pelos modelos para a madrugada da sexta-feira, traz preocupação. Afinal, a cidade de São Paulo tem o maior número de moradores de rua em situação de vulnerabilidade social do Brasil pela sua população elevada e a situação de deterioração econômica.


O frio que pode ser o mais intenso em julho desde o ano 2000 e em um cenário mais extremo e de menor probabilidade desde 1994 vai coincidir com o momento em que a população de rua cresceu muito e há um maior número de pessoas expostas ao risco do frio.

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