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Alex Rocha/PMPA

O primeiro relatório internacional obre a epidemia e fatores meteorológicos foi divulgado pela Organização Meteorologica Mundial. A conclusão é clara, As medidas tomadas pelos governos ao invés das condições do tempo ditam o avanço ou não da doença.

Você deve lembrar que no início da pandemia surgiram relatos de que a velocidade de transmissão poderia ser menor em climas mais quentes. Um chefe de estado chegou a dizer que o vírus desapareceria com a chegada do calor ao seu país após o fim do inverno.


Então, uma força-tarefa da Organização Meteorológica Mundial publicou seu primeiro relatório sobre fatores meteorológicos, qualidade do ar e a propagação da Covid-19.

A conclusão? As condições meteorológicas e climáticas não devem ser motivo para relaxar as medidas para conter a propagação do vírus

Ao contrário, a transmissão do Covid-19 em 2020 e no início de 2021 é consequência  principalmente de intervenções governamentais como uso de máscaras e restrições de viagem.

Sem influência do tempo 

O painel reúne 16 especialistas em ciências, Medicina e saúde pública. O trabalho do grupo revela que mudanças no comportamento humano, demografia e mutações de vírus são os elementos relevantes na pandemia.

Os cientistas afirmaram que o uso de fatores meteorológicos e de qualidade do ar não são base para os governos relaxarem suas intervenções destinadas a reduzir a transmissão.

As ondas de contaminação aumentaram, observam, em estações quentes e em regiões quentes no primeiro ano da pandemia.

Com efeito, o relatório inclui as descobertas até o início deste ano. Assim, não traz informações revisadas sobre a influência de fatores meteorológicos e de qualidade do ar na transmissão das novas cepas. Tampouco considera a gravidade das infecções causadas pelas novas variantes.

Vírus sazonal no futuro 

O relatório internacional indica ainda que infecções virais respiratórias frequentemente mostram alguma forma de sazonalidade. Em particular, há pico de outono-inverno para influenza e outros coronavírus. 

Isso leva a crer que, se persistir por muitos anos, a Covid-19 poderá se uma doença fortemente sazonal. Em outras palavras, no futuro as estações do ano podem influenciar a propagação do vírus. 

Os mecanismos que impulsionam a sazonalidade das infecções virais respiratórias podem ser uma combinação de impactos diretos na sobrevivência do vírus, na resistência humana à infecção e à influência indireta do clima e da estação por meio de mudanças no comportamento humano.

Os estudos de laboratório do vírus Sars-CoV-2 forneceram algumas evidências de que o vírus sobrevive por mais tempo sob condições frias, secas e de baixa radiação ultravioleta. Por outro lado, ainda não indicaram se fatores meteorológicos afetam as taxas de transmissão.

Poluição e o vírus 

Há algumas evidências preliminares, por exemplo, de que a má qualidade do ar aumente as taxas de mortalidade do Covid-19. Isso, contudo, não implica que a poluição tem impacto direto na transmissão aérea do novo vírus. 

Os detalhes da circulação do ar interno, por exemplo, não foram objeto da análise. A má ventilação de ambientes fechados, contudo, é relevante para a maior propagação do vírus. 

Novos estudos 

Por fim, o painel surgiu no Conselho de Pesquisa da OMM a fim de fornecer um rápido resumo do estado de conhecimento sobre as potenciais influências meteorológicas e da qualidade do ar.


O trabalho futuro do grupo incluirá a atualização das evidências científicas, nos próximos meses. 

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A ideia é a promoção de boas práticas e padrões, recomendando que o clima e a qualidade do ar devem ser levados em consideração para pesquisa. 

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